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Página acrescentada em
1 de
janeiro de 2026.
Moraes Sarmento, nascido
Fernando Moraes Sarmento na capital
federal do Brasil, o Rio de Janeiro na época, filho do desembargador
Luiz Guedes Moraes Sarmento, presidente da Corte de Apelação do Distrito
Federal. Não consegui o dia do nascimento e nem o nome da mãe. Concluído o curso, exerceu a profissão por muito pouco tempo, começou a levar uma vida de "playboy",ele teve, por influencia do pai, algumas indicações de cargos publicos, na Capital Federal, em Santos e a ultima no Rio Grande do sul, mas ele não tomava posse, isso bem no inicio dos anos 30, ai abandonou a profissão de vez. Volta e meia seu nome saia nos jornais envolvido em alguma arruaça, drogas (tráfico e/ou consumo).
Seu interesse por carros e corridas aumentava e acabou por comprar
um carro de corrida, uma Bugatti com motor Studebaker, seu sonho era
disputar o "Circuito da Gávea".
Sempre que se aproximava uma corrida ele se afastava da vida boemia e se dedicava à prova. Adorava fazer divulgação da prova, não dele, não almejava glória nem vitórias, mas adorava participar daquele mundo. Era muito querido pelos fans, era simpático, atencioso e simples. "Ele era assim. Não gostava de publicidade em torno dele. Mas adorava a publicidade em torno do sportman, embora nunca a pedisse. Gabava-se de ser o mais popular corredor da cidade. Tinha razão. Sabiam que ele era um dos candidatos ao ultimo lugar, em razão de sua incrível "maquina de costura", que ia deixando pedacinhos pelo caminho..." Trecho de uma reportagem de O Globo Sportivo (09/09/1939)
Sua primeira
participação foi no "II Circuito da Gavea" em 1935, contra a vontade
de seu pai, o desembargador.
Cerca de dois meses depois houve
a prova "Criterium Carioca de Velocidade". Mas o Automóvel Clube do
Brasil resolveu combater a prova, ameaçando os participantes
de suspensão. Essa atitude do Automóvel Clube fez com que os
principais pilotos não participassem da prova e alguns pilotos que
competiam no Circuito da Gávea, se utilizassem de “pseudônimos”,
como foi o caso de Domingos Lopes (José Fernandes Monteiro),
Moraes Sarmento (Francisco Moreira) e Cícero Marques Porto (Nelson
Gaspar).
Seu feito mais sensacional foi na Subida da Rampa do Ascurra, em
1935.
A prova para carros de corrida, a mais esperada,
foi a última a ser realizada. Moraes chegou de ultima hora e venceu
a corrida!
Em 1935 Mores Sarmento se inscreveu com sua Bugatti/Studebaker para o "III Circuito da Gávea", mas prejudicado no reabastecimento no ano anterior, Sarmento tomou diversas precauções para que o fato não se repetisse, mas na quarta volta aconteceu de novo, Moraes Sarmento teve o platinado do motor da sua Bugatti/Studebaker queimado, e ele estava entre os carros do primeiro grupo,
Nesse ano saiu a noticia de que por requerimento da Justiça, devido já ter se tornado um toxicômano, foi decretado sua internação na Casa de Saúde da Gávea para tratamentos, em 08 de setembro. Ele aceitou e foi. Na prova "Quilômetro de Arrancada por Eliminação", realizada na região da Lago Rodrigo de Freitas em 02/02/1936, a final foi disputada entre o Alfa Romeo nº 12 de Manuel de Teffé e o Bugatti/Studebaker nº 38 de Sarmento, que largou na frente, mas não foi páreo para a moderna Alfa Romeu do “Barão de Teffé”.
Para correr a "Subida da Rampa do Ascurra" em 19/04/1936, ele simplesmente fugiu da Casa de Saude A última prova do programa, a mais importante, contou com a participação de 7 carros e o vencedor foi Rubem Abrunhosa (Hudson), em segundo ficou Moraes Sarmento (Studebaker) que no ano anterior havia sido o vencedor.
No "IV Circuito da Gávea" em 1936, Dante Rizzi Palombo, gaúcho de Pelotas, e que era mecânico/motorista do Arsenal de Marinha, onde trabalhava. Ele e seus companheiros de farda compraram, da agência Ford “Mário Mendonça”, o carro Ford V-8 com o qual Irineu Corrêa havia participado da Gávea de 1935 quando sofreu o acidente fatal. Palombo, mesmo antes do treino oficial, foi treinar e se acidentou mortalmente. Depois, a equipe do Arsenal de Marinha, que havia adquirido o carro, o ofereceu a Moraes Sarmento para que este participasse da prova, o que foi prontamente aceito. Fez uma boa corrida tendo chegado em 11º lugar, apenas uma volta a menos que os vencedores. Em 1937 Moraes Sarmento se inscreveu com Ford V-8 adaptado que pertencera a Tavares de Moraes. para o "V Circuito da Gávea", e num treino Sarmento parou no início da volta com o câmbio do seu carro quebrado. Consertado, mas sem testar, foi para a largada no dia seguinte mas não conseguiu largar. Com os líderes já quase completando a primeira volta seu carro era recolhido aos boxes.
Circuito dos Cucarachas, em Nova
Iguaçu (RJ) Na
véspera da corrida, chegou a cidade o piloto Moraes Sarmento
que procurava um carro para participar da corrida, o piloto Walter
Teixeira ofereceu a Sarmento que os dois dividissem a condução de
seu carro, com cada um fazendo seis voltas. Sarmento aceitou e deu
uma volta para conhecer o carro.
Para o "II Circuito do Chapadão" em Campinas (SP), a presença de Moraes Sarmento
era um destaque, pois pilotava a Alfa Romeo
que fora trazida para o Brasil pelo Automóvel Clube e entregue a
Manuel de Teffé. Sarmento tinha comprado a Alfa Romeo por 55 contos
e pediu que fosse totalmente revisada pelo mecânico Luís de Farias, que era
muito ligado ao veterano Júlio de Moraes, para o qual já havia
construído diversos carros de corrida.
Benedicto Lopes que vinha logo atrás descreveu ao O Jornal como foi o acidente: "- Estavam os carros alinhados para a partida. Ao meu lado Moraes Sarmento. Ele, antes de partir fez de lá uma saudação para mim, contendor e amigo. O juiz de partida abaixa a bandeira e os carros saem vertiginosamente. Saímos, eu e o Nelson Dahne na frente, alguns segundos depois e o carro de Sarmento passou por todos nós. Na arrancada, as rodas dianteiras suspenderam-se, depois foi a vez das rodas traseiras. O choque com o chão foi violentíssimo e o carro deu uma volta no espaço, jogando fora o corredor e indo cair, com todo seu enorme peso, sobre Moraes Sarmento. Atravessado na estrada, a Alfa deixava uma passagem estreita, que aproveitei. Uma sensação extra horrível me dominava, e naquele minuto eu amaldiçoei o destino que me fizera corredor."
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