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Página acrescentada em 17 de janeiro de 2026.
 

Dante Palombo (Dante Rizzo Palombo)

Nascimento:  01/ 11/1909 -  Falecimento:  28/05/1936

1936

~1935

Dante Palombo, nasceu em 1º de novembro de 1909, na cidade de Pelotas no estado do Rio Grande do Sul, filho de Francisco Palombo e Luiza Rizzo Palombo.
Era casado com Dna. Sylvia de Araújo Palombo e tinham três filhos, duas meninas e um menino e moravam no bairro de São Cristóvão, bairro da cidade do Rio de Janeiro, próximo à agência Ford “Mário Mendonça” onde se encontrava o Ford V8 Adaptado com que Irineu Correa havia participado da corrida da Gávea de 1934, quando foi o vencedor e em 1935 quando teve o acidente que o vitimou ao cair no canal da Av. Visconde de Albuquerque, logo após a largada.

Como era fã de corridas de carro sonhou em comprar o carro para correr e ganhar o prêmio e assim dar um futuro melhor aos seus filhos.

Palombo era mecânico da Marinha de Guerra e tanto ele falou desse seu sonho que acabaram organizando, ele e seus companheiros, uma subscrição (Tombola) para aquisição do carro, que custava 22.000 réis.

Palombo era mecânico do Arsenal da Marinha, onde trabalhava, mas já havia sido simples marinheiro. Admitido nas oficinas de motores a explosão em 21 de julho de 1934, e já a 2 de agosto do mesmo ano passou a operário da especialidade, indo trabalhar nas obras do encouraçado "São Paulo", depois no encouraçado "Minas Gerais", sendo depois transferido para o Arsenal da Marinha.

Estimado e apreciado por colegas e superiores, foi sempre, desde o tempo de simples marinheiro, cumpridor de seus deveres, estudioso e assíduo ao trabalho. Praticava esportes, inclusive futebol e boxe, porém nunca participara de provas automobilísticas. Trabalhou um tempo como "chauffeur" no Arsenal da Marinha, sendo sempre muito benquisto junto ao pessoal das forças armadas.

Jornal A Noite - 21/05/'936

Jornal A Noite - 22/05/'936

A tombola começou a dar resultado e a comissão organizadora comprou o carro, pagou 16.000 em maio e se comprometeu a levar os 6.000 restantes uns dias depois. A firma "Mario Mendonça" entregou o carro à comissão que cuidava da tombola, presidida por  Renné Pires de Carvalho, para propaganda. Mas Palombo, à revelia da comissão, levou o carro para a pista.

Palombo não era corredor oficial da Liga de Esportes da Marinha. Pedira, apenas, permissão ao ministro para inscrever-se, o que lhe foi concedido.
Nem o carro, nem o piloto estavam ainda inscritos para a prova.

Como Palombo não era um corredor experiente (seria sua primeira prova), Moraes Sarmento, almejando um carro mais adequado propôs, assim que soube da compra, parceria à Palombo, antes mesmo dele retirar o carro da oficina, o que ele já no dia seguinte recusou.

No dia 28 de maio, juntamente com o mecânico Antônio Gaspar Gonçalves Júnior e o sargento Octavio Santos, Palombo, mesmo à revelia, levou o Ford V-8 para treinar no circuito da Gávea, sem que houvesse no local a assistência necessária e nem estivesse fechada ao tráfego normal de carros e pessoas, enfim, não era um treino oficial.

O piloto iniciou os treinamentos com Antônio Gaspar ao seu lado. Depois de andar acima do seu limite, o mecânico pediu que ele parasse, desceu do carro e pediu que não continuasse o treinamento, mas ele continuou. Novamente na pista, com o sargento Santos ao seu lado, Palombo continuou andando de forma inadequada, e, no meio da volta Santos solicitou para saltar do carro.

Acidente - O Imparcial 03_05_36

Comunicado do A.C.B. nos jornais

Com seu acompanhante fora, o piloto continuou a sua aventura. Foi então, que resolveu olhar para trás e colocou a cabeça para fora do carro, batendo com a cabeça num poste. Em seguida o carro desgovernou e apesar de estar a pouca velocidade, chocou-se contra outro poste.
O piloto ficou preso nas ferragens, sendo retirado por populares e encaminhado para o hospital, aonde já chegou sem vida, morto por causa de fratura do crânio.


A vitima de tão nefasto acontecimento, além de boníssimo chefe de família, bom pai, bom maido, mas era um pobre operário, e representaria na maior prova mundial de autornobilismo a se realizar na pista fatídica uma classe bem estimada no seio da família brasileira, a Marinha.

Depois de recolhido o carro à oficina da firma “Mário Mendonça” para recuperação, a equipe do Arsenal de Marinha, que havia adquirido o carro, ofereceu a Moraes Sarmento para que este participasse da prova, o que foi prontamente aceito, era o que ele queria.

No seu enterro, chamou a tenção a presença da corredora francesa Helle Nice, além da esposa de Irineu Correa, vários outros pilotos brasileiros, entre eles, Moraes Sarmento, o próximo piloto a dirigir a "barata" nº32, mas trocando o numeral para 44 nessa prova.

1936 - Correio da Manha - 30/05/36

Aviso do enterro

O acidente aconteceu no dia 28 de maio e a prova aconteceria no dia 07 de junho, ele faleceu com 26 anos e 6 meses.
Novo ainda! Ia fazer 27 anos em novembro. Seria sua primeira corrida pra valer, mas acabou sendo a ultima

Palombo deixou a esposa viúva com três filhos. Várias listas foram abertas para angariar recursos para a família.O industrial Sabbado d'Angelo (SUDAN) que já havia financiado a vinda dos dois corredores italianos (Pintacuda e Marinoni) abriu a lista de doações do Automóvel Club do Brasil com uma doação de 2:000$000 réis.

Correio da \Manhã - 13/06/36

 

   

Moraes Sarmento experimentando o carro depois de recuperado

 

TABELA DE PARTICIPAÇÕES E RESULTADOS  (Colaboração de Napoleão Ribeiro)

Data

Prova

Carro

Classificação

07/06/1936 IV GP Cidade do Rio De Janeiro - Gávea (RJ) Ford V8 Adaptado 32 Acidente fatal no treino dia 28/05

 


 

  
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