|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Página acrescentada em
17 de
janeiro de 2026. Nascimento: 01/ 11/1909 - Falecimento: 28/05/1936
Dante Palombo,
nasceu em 1º de novembro de 1909, na cidade de Pelotas no
estado do Rio Grande do Sul, filho de Francisco Palombo e
Luiza Rizzo Palombo. Como era fã de corridas de carro sonhou em comprar o carro para correr e ganhar o prêmio e assim dar um futuro melhor aos seus filhos. Palombo era mecânico da Marinha de Guerra e tanto ele falou desse seu sonho que acabaram organizando, ele e seus companheiros, uma subscrição (Tombola) para aquisição do carro, que custava 22.000 réis. Palombo era mecânico do Arsenal da Marinha, onde trabalhava, mas já havia sido simples marinheiro. Admitido nas oficinas de motores a explosão em 21 de julho de 1934, e já a 2 de agosto do mesmo ano passou a operário da especialidade, indo trabalhar nas obras do encouraçado "São Paulo", depois no encouraçado "Minas Gerais", sendo depois transferido para o Arsenal da Marinha. Estimado e apreciado por colegas e superiores, foi sempre, desde o tempo de simples marinheiro, cumpridor de seus deveres, estudioso e assíduo ao trabalho. Praticava esportes, inclusive futebol e boxe, porém nunca participara de provas automobilísticas. Trabalhou um tempo como "chauffeur" no Arsenal da Marinha, sendo sempre muito benquisto junto ao pessoal das forças armadas.
A tombola começou a dar resultado e a comissão organizadora comprou o carro, pagou 16.000 em maio e se comprometeu a levar os 6.000 restantes uns dias depois. A firma "Mario Mendonça" entregou o carro à comissão que cuidava da tombola, presidida por Renné Pires de Carvalho, para propaganda. Mas Palombo, à revelia da comissão, levou o carro para a pista. Palombo não era
corredor oficial da Liga de Esportes da Marinha. Pedira,
apenas, permissão ao ministro para inscrever-se, o que lhe
foi concedido. No dia 28 de maio, juntamente com o mecânico Antônio Gaspar Gonçalves Júnior e o sargento Octavio Santos, Palombo, mesmo à revelia, levou o Ford V-8 para treinar no circuito da Gávea, sem que houvesse no local a assistência necessária e nem estivesse fechada ao tráfego normal de carros e pessoas, enfim, não era um treino oficial. O piloto iniciou os treinamentos com Antônio Gaspar ao seu lado. Depois de andar acima do seu limite, o mecânico pediu que ele parasse, desceu do carro e pediu que não continuasse o treinamento, mas ele continuou. Novamente na pista, com o sargento Santos ao seu lado, Palombo continuou andando de forma inadequada, e, no meio da volta Santos solicitou para saltar do carro.
Com seu
acompanhante fora, o piloto continuou a sua aventura. Foi
então, que resolveu olhar para trás e colocou a cabeça para
fora do carro, batendo com a cabeça num poste. Em seguida o
carro desgovernou e apesar de estar a pouca velocidade,
chocou-se contra outro poste. No seu enterro, chamou a tenção a presença da corredora francesa Helle Nice, além da esposa de Irineu Correa, vários outros pilotos brasileiros, entre eles, Moraes Sarmento, o próximo piloto a dirigir a "barata" nº32, mas trocando o numeral para 44 nessa prova.
O acidente aconteceu
no dia 28 de maio e a prova aconteceria no dia 07 de
junho, ele faleceu com 26 anos e 6 meses.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||