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Uma visão dos nossos históricos anos sessenta, e um pouco antes

FILMES HISTÓRICOS - VEJAM!!  

Blog do Quadriculada

  Jornal HP - Entrevistas de 1958   Conheça um pouco das "Lendas e histórias"  
Matérias:
  24 Horas de Interlagos - A História completa
 Autódromo do Jaguaré (SP)   Cascavel - Autódromo Zilmar Beux
Francisco... Chico... Chiquinho Lameirão   Fórmula 1 em Brasilia - 1974 
Benedicto Lopes, o "Campineiro Voador" Fortaleza - Autódromo Virgilio Távora - 1969 
Chico Marques - Mais um pioneiro do automobilismo   X 500 Quilômetros de Interlagos - 1967
Irineu Corrêa - Conheça esse pioneiro do automobilismo Circuitos de Campinas (1935/1953) 
Homenagem à Luizinho Pereira Bueno -  2008   24 Horas de Interlagos Mercedes-Benz - 1951
Pneus Brasil - A História da primeira fábrica de pneus I Grande Prêmio Cidade de Belo Horizonte - 1949
Federação Paulista de Automobilismo - A História  GP Thermal de Poços de Caldas - 1936 
  100 Anos de corridas no Brasil - Fotos do evento - 2008  I Grande Prêmio Cidade de São Paulo - 1936
Evento "Carreteras Históricas" em Passo Fundo (RS)  2007 Circuito de São Gonçalo (RJ) 1909 - A corrida no Brasil
 
Pilotos e Preparadores
(em ordem alfabética)
Aguinaldo de Goes Aldo Costa Alfredo Santilli Amauri Mesquita Antonio Carlos Aguiar Arlindo Aguiar
Aroldo Louzada Bica Votnamis Bird Clemente Bob Sharp Breno Fornari Caetano Damiani
Camillo Christofaro Celso Lara Barberis Christian Bino Heins Ciro Cayres Crispim Domingos Papaleo
Eduardo Celidonio Emerson Fittipaldi Emilio Zambello Ênio Garcia Eugênio Martins Fritz D'Orey
Graziela Fernandes Jan Balder Jayme Pistili Jorge Lettry José Tôco Martins Luiz Americo Margarido
Luiz Carlos Valente Luiz Pereira Bueno Luiz Valente Marinho Nicola Papaleo Nilo de Barros Vinhaes
Norman Casari Orlando Menegaz Paschoal Nastromagario Pedro Carneiro Pereira Piero Gancia Raphael Gargiulo
Ricardo Rodrigues Moraes Roberto Gallucci Roberto Gomez Salvador Cianciaruso Toni Bianco Toninho Martins
Victor Losacco Victorio Azzalin Villafranca Vitório Andreatta Waldemar Santilli Zoroastro Avon
Vejam os filmes

(1940)
Inauguração
de
Interlagos

Clique e veja
um
filme inédito

Fotos e
filmes das
carreteras
roncando
novamente
em 2007!!
(RS)

GP Cidade
de
São Paulo
30/11/1957
Filme do
Rui Pastor
postado no
YouTube

Interlagos
Anos 60
Mais um
filme do
Rui Pastor
no
YouTube

500 Km de
Interlagos
1970
Veja filme
(amador)

Filme da
Prova
Antoninho
Burlamaque
(RS)
em
11/02/1968

Circuito
da Gavea
1937

(RJ)

Postado
pelo
Nelson
Pasini

VII GP
Cidade de
São Paulo
1954
Postado por
Nelson
Pasini

500 Km de
Interlagos
10/09/1967
Fórmula Vê
Postado por
Nelson
Pasin
i

200 Milhas
de El Pinar
Uruguai

02/02/1964
Postado por
Nelson
Pasini

Circuito de
São Gonçalo
(RJ) 1909
2a corrida no
Brasil

Gavea 1937
(+ completo)

(RJ)
Postado por
Nelson
Pasini

Homenagem
ao piloto
Irineu Correa
Gavea 34/35
Postado por
Nelson
Pasini

1ª Corrida
de
Gasogênio
(RS) 1943
Postado por
Nelson
Pasini

VI 500 Quilômetros de Interlagos
07/09/1963
Postado por
Nelson
Pasini

III 500 de
Interlagos
9/9/1960
Celso Lara Barberis
Bi-campeão

GP
IV Centenário do
Rio de Janeiro
1965

Corrida do Batom
Interlagos/1965
+1 Postado
por Nelson
Pasini

100 Milhas
de El Pinar
Uruguai
08/05/1966
Postado por
Nelson
Pasini

Semana da
Velocidade
Interlagos
1964
Postado por
Nelson
Pasini

Eclipse/Especial Willys
Waldemar
Santilli
Interlagos
1957

Interlagos
1957
TFL

Carreteras

Premio
Governador
Lucas
Nogueira
Garcez
13/05/1951

III 24 Horas
de
Interlagos
1966

     

 

Pesquisa personalizada
 

Paixão, suor e graxa!
 Automobilismo Pioneiro, por Paulo Roberto Peralta
"E-mail? Clique aqui"
 

                                                                                                                                    

24 Horas de Interlagos/60

”Bandeira Quadriculada” se propõe a fazer um tributo à todos pilotos dos anos 60, e um pouco antes, que corriam por "amor à arte", abnegados amadores que mesmo sacrificando muitas vezes a família, orçamento, amizades, etc. disputavam memoráveis provas, aqui representados por alguns poucos que mesmo não tendo a projeção de um Chico Landi, Camillo Christofaro ou um Catharino ou Júlio Andreatta, eram muito bons e disputavam largada a largada, curva a curva, freada a freada, a vitória nas provas em que participavam. Ganhavam, perdiam, não importa, participavam.
Alguns dizem: "tempos românticos", eu diria que eram tempos de um idealismo visceral.

Aqui, os fãs do Senna vão saber que já havia automobilismo, e muito bom, antes mesmo dele nascer ou começar a correr. Se não tivessem existido estes, não teria havido condições de surgirem pilotos como Fittipaldi, Piquet e o próprio Senna (só para citar os três mais famosos) além de muitos outros grandes nomes. A grande dedicação e
perseverança desses pilotos é que criou condições para o automobilismo evoluir.

No Brasil e na América do Sul as corridas automobilísticas, "oficialmente", tiveram início dia 26 de julho de 1908 com a realização da prova “Circuito de Itapecerica” promovida pelo recém fundado “Automóvel Clube de São Paulo”.
Iniciando no Parque Antártica em São Paulo, indo até o centro de Itapecerica da Serra, retornando e terminando no Parque Antártica perfazendo um total de
75 Km. Sylvio Álvares Penteado venceu a prova com um Fiat 40 hp.



Nas décadas de 30 e 40, com a realização dos “GP Cidade do Rio de Janeiro” no Circuito da Gávea, ou popularmente chamado de “Trampolim do Diabo”, e depois com a inauguração em 12 de maio de 1940 
do Autódromo de Interlagos, o primeiro autódromo do Brasil, vieram para cá diversas equipes e pilotos internacionais.

Av. Paulista (São Paulo) em 1926
Passando pelo Parque Trianon

Em 1951 realizou-se pela primeira vez na América Latina uma prova de longa duração: as “24 Horas de Interlagos Mercedes-Benz”, só com carros dessa marca (mod. 170D), à gasolina ou à diesel, vencida por Godofredo/Buonacorsa na categoria gasolina e por Chico Marques na categoria diesel. A partir daí teve inicio uma fase  chamada de “romântica” no automobilismo brasileiro, eu diria que era uma fase de um idealismo fanático, era muita  “paixão, suor e graxa”. Uma época onde imperava o amadorismo, os pilotos arcavam com suas próprias despesas, então, no Brasil da época, corria quem tinha muito dinheiro ou quem tinha muita paixão, corria-se basicamente em quatro categorias: Turismo, Carreteras, Monopostos (Mecânica Nacional e Mecânica Continental) e às vezes, com carros esporte, com motores originais ou não, quase sempre juntos com os monopostos, mas com classificação geral e por categorias. Os carros de turismo nacionais só passam a ser usados a partir de 1959, e é nesse ano também que faz sua estréia, nas Mil Milhas, a primeira equipe de competição representando uma fábrica, a Vemag, mas correndo como uma equipe de testes, ainda não uma equipe de competição "oficial de fábrica", a partir de 61 adotou oficialmente o nome Equipe Vemag. Por essa época surgiram também outras equipes de fábrica, FNM (60), Simca (61), Willys (62) e uma nova geração de excelentes pilotos que se destacavam pela ousadia: com carros de 1.000, 2.000cc. desafiavam e às vezes até venciam as poderosas carreteras de 3.000, 4.000, 4.500cc.
 
As Carreteras eram cupês americanos e alguns poucos europeus dos anos 30 a 50, com carroceria modificada, equipados com fortíssimos motores americanos: Corvette, Thunderbird, Cadillac, Studebaker, Ford e outros. Supervelozes nas retas mas terríveis nas curvas, seu ponto fraco eram as suspensões.

Evolução de uma carretera

José Gimenez/Landi/57 Camillo Cristófaro/Barberis/60 Catharino/Vitório/65 Hoje: Restaurada no Museu

Carretera Chevrolet Coupe 1939/Corvette 4.500cc.
Construída em 1957 por Victor Losacco para José Gimenez Lopes com as seguintes especificações:
chassi montado de cabeça para baixo objetivando rebaixar o centro de gravidade, foi instalada uma suspensão dianteira com rodas independentes, um possante motor Corvette preparado que contava com a alimentação de dois carburadores Weber quádruplos, motor este, instalado bem recuado, mais para o centro do carro, com o objetivo de  melhorar a distribuição de peso entre-eixos. Gimenez disputou com ela as Mil Milhas de 57 e 58 em dupla com Chico Landi, e a de 59 com Camillo Christófaro, depois em 60 a vendeu para Camillo que disputou, entre outras provas, as Mil Milhas de 60 e 61 em dupla com Celso Lara Barberis. Depois Camillo a vendeu ao Catharino Andreatta que disputou diversas provas, inclusive sua última Mil Milhas (65) em dupla com o filho Vitório, onde um problema mecânico os tirou da prova, depois foi vendida para José Cury, do Paraná e depois foi vendida para colecionadores e hoje está restaurada no Museu do Automobilismo Brasileiro em Passo Fundo (RS).
Descrição da carretera fornecida pelos irmãos Felipe e Vinicius Losacco. Obrigado à eles.
Clique aqui ou nas fotos e conheça mais detalhes desta carretera.

Os Mecânica Nacional (ou Continental após a disputa do Torneio Triangular Sul-Americano em 1958) eram antigos monopostos europeus, principalmente Maserati, Ferrari, Talbot e Alfa Romeo, comprados de pilotos ou equipes que vinham ao Brasil disputar provas e devido ao alto preço do transporte marítimo, vendiam. Também eram equipados com possantes motores americanos, pois era praticamente impossível conseguir motores ou peças originais. Fico só pensando no sufoco que o pessoal passava para importar uma peça de Corvette dos EUA, imagine então importar uma peça da Europa, e de uma fábrica de carros de corrida (o custo e o prazo).
 
Eram carros híbridos, todos com motor dianteiro e feitos em oficinas não especializadas, não havia especialização, usava-se muito improviso: chassi de um carro, motor de outro, cambio e transmissão de outro ainda, e mesmo assim, geralmente, ganhavam as corridas mais importantes.
Mas considerando as dificuldades da época, os caras eram verdadeiros heróis. Manter carros de fórmula ou
de turismo dos anos 30 correndo no Brasil, na década de 60, com a tecnologia e as dificuldades da época,  e não havendo profissionalismo, tudo era bancado pelo próprio piloto (compra, preparo e manutenção do carro), patrocin
adores eram poucos e geralmente na base do "eu te dou um produto meu (bateria, amortecedor, pneu, etc) e te pago a inscrição, a gasolina, ou o transporte", pessoal de box em geral eram amigos, havia, é claro, os que tinham oficina mecânica e aí levavam seus profissionais, era um verdadeiro ato de heroísmo, era muita “paixão, suor e graxa”.



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