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Página acrescentada em 5 de abril de 2018.
 

Catharino Andreatta

Nascimento: 25/10/1911  -  Falecimento: 21/10/1970

 1952

Catharino Andreatta, filho primogênito do comerciante Vittório Andreatta (italiano) e de Dna. Celanira Andreatta (paraguaia). Nasceu em 25 de outubro de 1911 na cidade de Porto Alegre (RS) e teve quatro irmãos, sendo um deles Júlio e também Doro e Jacy.
Seu pai, imigrante italiano, passou pelo Paraguai antes de chegar ao Brasil e lá conheceu Dna. Celanira, que tinha descendência indígena. Casaram-se e foram morar em Porto Alegre. Aqui Vittório abriu uma empresa de transporte com grandes carroções puxados por burros, mudando em 1928 para movidos a gasolina quando comprou as primeiras caminhotes Modelo A e Modelo T.
Como a família morava no bairro São João dos Navegantes e estudou no Colégio Nossa Senhora dos Navegantes próximo à sua casa, em seguida passou para uma das melhores instituições de ensino da capital gaúcha, o Instituto Porto Alegre (IPA).
Antes mesmo de terminar os estudos Catharino começou a trabalhar aos 17 anos, em 1928, na transportadora, sempre envolvido na oficina tornou-se um especialista na mecânica dos Ford’s que cruzavam a cidade e o estado em difíceis estradas que tanto exigiam das suspensões, freios e carburadores. Aí começou sua paixão pelo automóvel, aprendeu a dirigir com os mecânicos de seu pai. Naqueles tempos, década de 30, as corridas já eram uma tradição gaúcha e Catharino, começou a alimentar um sonho, participar das corridas de carro. Mas foram 9 anos de aprendizado até se sentir pronto. Durante esse período casou-se em 1933 com Dna. Nair Giunta, com quem teve quatro filhos, entre eles Vitório Andreatta (1942), que seguiu seus passos no automobilismo.
Apoiado e incentivado pelo pai, transformou de uma caminhote Ford Modelo A 1928 em um carro de corrida. Com esse carro fez sua primeira prova em 1937 quando tinha 26 anos, “Circuito Cidade de Venâncio Aires”, chegou em 2º lugar, o que entusiasmou muito pai e filho, pois o vencedor havia sido ninguém menos que Norberto Jung, o melhor piloto gaúcho da época.
Nesse ano participou ainda da “II Subida da Montanha” em 7 de novembro com Ford V8 n° 64 onde foi 2º colocado na 5ª série (agosto)

1938: Participou de 2 provas:
Prova Subida da Montanha em Porto Alegre - 1° lugar
Circuito do Cristal (Grande Premio Folha da Tarde) - Abandono - Ford V8 n° 20 (abril)

1939: “Prova Porto Alegre-Tramandai” (122 Km) foi 2º lugar na Cat. Força Livre com Ford V8 n° 6 (dezembro)
Com seu apoio e incentivo o seu irmão Júlio Andreatta participou do “Circuito de Venâncio Aires” em janeiro, chegando em 3 ° lugar. Devido aos bons resultados, competência e habilidades, os irmãos foram convidados a integrar a Scuderia Galgos Brancos que tinha oficina no bairro Navegantes. Formada em 1935 por Norberto Jung, e os pilotos Olyntho Pereira, Oscar Bins e João Caetano Pinto, foi a segunda do Brasil, antes havia a “Escuderia Excelsior” (SP) onde participaram, entre outros, os irmãos Quirino e Chico Landi.

Anos 30 - Prova indefinida
Fonte: Wikipedia
1938 - Circuito do Cristal
Automobilismo Gaucho - Levantando Poeira
1939 - Porto Alegre-Tramandai
Automobilismo Gaucho - Levantando Poeira

1940: “Raid Rio-Porto Alegre”, - Abandono - Ford V8 n° 42 (novembro)
“Andreatta, que vinha cumprindo destacada performance, foi obrigado a parar defronte a Prefeitura Municipal (Blumenau - SC), por defeito mecânico em seu carro. Andreata trabalha ativamente para reparar a máquina, pois vinha em primeiro.” - Diário de Notícias (17/11/1940)

1941: “Circuito da Charqueada”, em Cacheira do Sul (RS), com Ford Mercury nº 8, em disputa com Norberto Jung pela vitória Catharino teve um pneu estourado na 8ª volta, abandonando a prova. (março)
Nesse ano aconteceram muitas chuvas e inundações que deixaram 40 mil desabrigados, então a Associação dos Volantes, o Touring Club e o jornal Folha da Tarde promoveram uma prova no Circuito do Cristal em beneficio dos desabrigados, adiada diversas vezes por causa das chuvas, acabou sendo realizada em 29 de junho, mesma data em que se encerrava a “Prova Getúlio Vargas”, motivo pelo qual nenhum piloto gaúcho participou do evento nacional.
“Circuito do Cristal” - 3º lugar - Ford Mercury n° 46 (junho)

1942:
Nasceu seu filho Vitório Andreatta, em 11 de janeiro, que também se tornaria piloto de automobilismo, e dos bons.
“Circuito de Vacaria” - 1° lugar com Ford n° 4 (fevereiro)

1943: A crise gerada pela Segunda Guerra Mundial levou o governo a proibir a circulação de veículos movidos a gasolina, a saída foi usar o gasogênio como combustível, inclusive nas corridas.
Gasogênio é o nome do combustível, obtido pela queima de carvão, ou lenha, gerado num aparelho preso na traseira dos automóveis, era chamado de “gás pobre”.
“I Circuito Cristal” (gasogênio) 1º lugar Ford com gasogênio Rimoli n° 24 (julho)
Veja um filme dessa corrida, a 1:40m. dá para ver o carro de Catharino e no final a bandeirada da vitória.

1944: Nesse ano a Scuderia Galgos Brancos passou para os fundos do posto de gasolina de Catharino, na Av. Cairu, zona Norte de Porto Alegre.
“II Circuito do Cristal” (gasogênio) 1º lugar Ford com gasogênio Rimoli n° 24 (setembro)
“II º Circuito da Amendoeira” (RJ), 1° lugar - Ford com gasogênio Rimoli n° 42, com Gino Bianco em segundo. No sorteio dos números Catharino ficou em ultimo, entre 21 pilotos, e para surpresa geral ao fim dos 2.300 metros da primeira volta já passou em primeiro, posição que manteve as 35 voltas do circuito.
Vice-Campeão Brasileiro nas provas a gasogênio; Chico Landi foi o campeão por ter participado de mais provas.

Os irmãos assumiram a transportadora que passou a se chamar “C.Andreatta & Irmão”, até 1962 quando fecharam.

1945: - Provas:
“Prova Rio– Petrópolis” (RJ) -1º lugar - Ford com gasogênio Rimoli, com o carioca Henrique Casini em 2º depois de uma disputa emocionante pelos 34 km da serra e em 3º lugar o também gaúcho José Rimoli. (Março)

"Circuito de Macaé" (RJ) - 4º lugar - Ford com gasogênio (junho)

1946: “Prova Rio– Petrópolis” (RJ): Ford com gasogênio Rimoli -1º lugar com José Rimoli em 3º lugar

1948: Como seu irmão, Catharino também era proprietário de cavalos de corrida, paixão que os dois herdaram do pai, noticia no Jornal do Dia (18/3/48) dava conta que Catharino estava recebendo a renovação de sua matricula de tratador.
Passados os horrores da guerra o automobilismo gaúcho voltou ao normal, mas sem seu maior ídolo, Norberto Jung abandonou as pistas após um acidente de transito onde perdeu um dos braços, sem abandonar, no entanto, o automobilismo. Catharino, já consagrado como piloto, assumiu a posição de líder da Scuderia Galgos Brancos.
Em 16 de maio no “I Circuito Parque Farroupilha” participou da prova para automóveis de 1.301 a 2.000cc. com um Citroën, mas não concluiu a prova:
“... No entanto, ao fazer a curva da Avenida João Pessoa com a Avenida José Bonifácio, Catharino sofreu violenta derrapagem que o impediu de continuar... em segundo entrou Júlio Andeatta...” - Jornal do Dia (18/05/1948)
26 de setembro: “Copa Rio Grande do Sul” - com Ford Coupe 1940 n° 2, carretera que recebeu o nome de “Brigitte”. Participaram 28 carros numa distância de 760 Km de estradas de chão com saída de Porto Alegre e passando pelas cidades de São Leopoldo, Caxias do Sul, Vacaria, Lagoa Vermelha e Passo Fundo, onde pilotos e carros paravam para descanso, consertos e reabastecimento. Dali partiram para Porto Alegre passando por Marau, Guaporé, Bento Gonçalves, Farroupilha, São Sebastião do Caí e finalmente Porto Alegre. Catharino não concluiu a prova.

1948 - Circuito Parque Farroupilha
Jornal Zero Hora (RS)

1948 - Copa Rio Grande do Sul
Automobilismo no Tempo das Carreteras

1949: Montou o primeiro Haras para criar os seus cavalos, "Stud Rio Branco", licença concedida pela Comissão de Corridas do Jockey Club em 5/7/49 nome que foi mudado no mesmo ano para "Studio Budapeste"
A Associação Rio-Grandense de Volantes (ARVO) foi fundada em junho de 1949 e Catharino fazia parte da primeira diretoria, era o segundo tesoureiro.
“I Circuito Pedra Redonda” - 4º lugar com Ford Mercury n° 28 (novembro)
“Prova Washington Luiz” (SP) - Catharino venceu com Ford Mercury n° 2, sendo aclamado pelo Automóvel Clube do Brasil como o Campeão Brasileiro de Estradas. Chico Landi sofreu um acidente nessa prova com uma vitima fatal (dezembro)

1949 - Circuito Pedra Redonda
Automobilismo no Tempo das Carreteras
1949 - Prova Whasington Luiz
Automobilismo Gaucho - Levantando Poeira
1949 - Fangio, Bertuol e Catharino em dezembro
Fone : Internet

1950 - Provas:
“Circuito da Zona Sul” - Ford 1940 n° 46 - não concluiu (maio)
“II Circuito Pedra Redonda” - 1º lugar - Ford 1940 (agosto)

1951, participou de 6 provas:
“Prova Porto Alegre-Capão da Canoa” (150 Km) - Ford 1940 - 3º lugar (fevereiro)
Corrida em Piriápolis (URU) Ford 2º lugar (maio)
“I Circuito do Nordeste” (Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Vacaria, Antonio Prado, Farroupilha, Caí) Ford 1940 - 2º lugar (junho)
“I Circuito Boa Vizinhança” - Ford 1940 - 3º lugar (julho)
24 Horas de Interlagos Mercedes Benz” - Corrida monomarca com carros Mercedes mod. 170D. Em dupla com Aristides Bertuol fundiram motor na 11ª  volta. Quando Gino Bianco capotou na volta 20ª cedeu o motor de seu carro para a dupla gaúcha, que acabou em 13º lugar (agosto)
“III Circuito Pedra Redonda” - Ford 1940 - não concluiu (agosto)
“Prova Norberto Jung” (Erechim, Cruz Alta, Passo Fundo) Ford1940 - 3º lugar (setembro)
“Grande Prova Getúlio Vargas” - Ford 1940 - 8º lugar na geral, mas venceu a 3ª etapa (Belo Horizonte-Rio). (novembro)
“Prova Rio Grande do Sul” - Interlagos (SP) 3º lugar com carretera Ford - Só para carros e pilotos que disputaram a “Prova Getúlio Vargas”

Em 1952 a ARVO lançou o 1º Campeonato Gaúcho de Automobilismo e
“a numeração dos carros foi feita de acordo com a preferência dos pilotos...” Catharino escolheu o nº 2 (para o ano todo). O campeonato começou com o “Circuito Praias do Atlântico”, onde chegou em o 2º lugar com sua carretera Ford Coupe1940 (fevereiro);
3º no “I Grande Premio Encosta da Serra” com carretera Ford Coupe1940 nº 2;
1º lugar no “I Circuito do Litoral” (Pelotas, Guaiba, Pelotas - 566 km) com carretera Ford Coupe1940 nº 2 (abril);
3º colocado com sua carretera no “I G.P. Cidade de Porto Alegre” no circuito dos Farrapos (julho);
“III Prova Crônica Esportiva Paulista” - Interlagos (SP) - 6º lugar com Maserati. Sua primeira corrida com um carro de corrida tipo Grand Prix (agosto)
O “Jornal do Dia” de 11 de setembro trazia a manchete:
“Os irmãos Andreatta abandonarão o automobilismo” sem dar detalhes. Felizmente esse fato não se concretizou.
No "I Circuito do Alto Taquari", 472 km, com a largada em Encantado, passando por Arroio do Meio, Lajeado, Venâncio Aires, Santa cruz do Sul, Rio Pardo, Cachoeira do Sul e de volta para Encantado pelo mesmo percurso, foi 2º colocado (outubro);
“II Circuito da Boa Vizinhança”, Abandonou - Prova onde chegou disputando o campeonato com Diogo Ellwanger, era a ultima do ano e acabou como vice-campeão. (dezembro).
"IV Circuito Automobilístico Cidade de Petrópolis" (RJ) - Depois de um disputa acirrada com o carioca Henrique Casini ficou em 2º lugar com a Maserati que havia comprado de Francisco Marques (dezembro)

1952 - I Prova Alto Taquari - Fonte: https://carrosantigos.wordpress.com
Chegando para a prova Alinhado para a largada Em ação na prova

“...valendo-se da amizade que desfruta com os volantes gaúchos Aristides Bertuol e Catharino Andreatta, o conhecido volante Pinheiro Pires, um dos mais entusiastas do auto esporte carioca, telefonou para Porto Alegre fazendo sentir aos volantes sulinos o prazer com que seriam recebidos aqui para participarem da corrida do dia 7 de dezembro na Quinta da Boa Vista. Tanto Catharino que adquiriu a Maserati que pertenceu à Francisco Marques como Aristides Bertuol, que pilotará um carro Maserati Milan, da Escuderia Bandeirantes, prontificaram-se a vir correr...” - Jornal dos Esportes-RJ (13/11/1952)
O convite era para a prova “Taça Francisco Alves” em homenagem ao famoso cantor popular falecido pouco antes num acidente de carro, mas a corrida não se realizou e acabaram participando do “XII Circuito da Gávea” (RJ), em 14 de dezembro, onde correram com os carros: Maserati n° 8 (Catharino), e Maserati n° 14 (Bertuol). Essa foi uma “Gávea Nacional”, só com pilotos brasileiros. Chovia muito e na quarta volta Catharino derrapou no piso de paralelepípedos e bateu num poste, Aristides Bertuol derrapou pouco depois, na 13ª volta, e bateu exatamente no mesmo local em que seu conterrâneo havia batido, só que atingindo 3 espectadores. Vejam detalhes dos acidentes (aqui) e (aqui). Chico Landi também se acidentou nessa prova.

Antes da prova
Fonte: Circuitos de Rua 1908-1958

Acidente com Catharino, saindo do carro
Arquivo Publico do Est. de São Paulo - Ultima Hora (RJ)

Acidente com Aristides Bertuol no mesmo local
Arquivo Publico do Est. de São Paulo - Ultima Hora (RJ)

Percurso da prova
Maserati de Catharino

1953 - Provas:
“I Prova Antoninho Burlamaque” - 2º lugar com Ford n° 2 (março)
“Circuito Alvorada” em Bagé - 3º lugar com Ford n° 2 (março)
“II Circuito Encosta da Serra” - 3º lugar com Ford n° 2 (abril)
“IV Circuito Parque Farroupilha” - participou, mas não terminou a prova. (junho)
"I Circuito do Fumo" Sta. Cruz do Sul - 8º lugar com carretera Ford n° 2 (novembro)
“Grande Premio Hector Suppici Sedes” em Piápolis (URU) - 1º lugar com carretera Ford n° 2 (dezembro)
Por iniciativa de José Rimoli, seu presidente, a ARVO foi extinta e em seu lugar foi criado o Automóvel Clube do Rio Grande do Sul em 17 de junho e o Grêmio Football Porto-alegrense fundou seu Departamento de Automobilismo e Catharino foi seu primeiro presidente. Logo após a fundação realizaram a prova "Quilômetro Lançado", Catharino não participou, mas seu irmão Julio venceu na categoria "N".
No aniversário de 50 anos do Grêmio foi realizada uma prova para carros modelo Grand Prix, a primeira no estado, vieram pilotos do Rio de Janeiro: Henrique Casini, Benedicto Lopes (nascido em Campinas (SP), mas radicado no Rio), Artur de Souza Costa (gaúcho radicado no Rio) e Gino Bianco; de São Paulo: Jair de Melo Vianna, Luiz Valente e Raphael Gargiulo; do Uruguai: Astrubal Fontes e Oscar Gonzales; mais os gaúchos: Catharino Andreatta e José Otero. Havia quatro Maseratis, três Ferraris, dois mecânica nacional Ford, um Allard J2-Cadillac e um Cunningham. Como chovia no dia da prova ela foi adiada para a semana seguinte, mas também choveu naquele dia e a corrida foi debaixo de chuva, um festival de derrapadas.
“Circuito Cinquentenário Grêmio Porto-alegrense” - Com Maserati, n° 8, a mesma utilizada na Gávea, abandonou por problemas mecânicos (outubro)

1954 Resultados de Catharino:
“XIII Circuito da Gávea” - Com Ferrari, parou na 5ª volta com superaquecimento.
Essa prova era a do ano de 1953, mas atrasou e acabou realizada em 4 de janeiro de 54 e foi destinada exclusivamente à carros esporte. Disputada por 16 vezes em 21 anos essa foi sua última edição.
“II Prova Antoninho Burlamaque” - 2º lugar com carretera Ford (fevereiro)
“II Circuito Festa da Uva” - 2º lugar com carretera Ford nº 2 (março)
“III Circuito Encosta da Serra” - 8º lugar com carretera Ford nº 2 (maio)
“Gran Premio Ciudad de Melo” - 2º lugar com carretera Ford nº 2 (maio)
“I Circuito da Laranja” - Cat. Standard 2º lugar com carro Ford n° 2 (julho)
“I Circuito Cidade de Passo Fundo” - Cat. Standard 1º lugar com carro Ford nº 2 (agosto)
“Circuito Centenário do Ginásio Sto. Antônio” em Garibaldi - Abandonou por avaria mecânica com sua carretera Ford nº 2 (setembro)
“II Circuito Litoral” - 2º Lugar com carretera Ford nº 2 (outubro)
Os clubes automobilísticos do Rio Grande do Sul e do Uruguai promoveram um “”Torneio Quadrangular de Automobilismo”, com provas em Melo e Rivera (URU) e em Bagé e Pedra Redonda (POA).
Na 1ª prova, em Melo (21/11/54), foi 3º colocado; na 2ª prova, em Bagé (5/12/54), foi o vencedor na categoria Força Livre; 3ª prova, em Pedra Redonda (21/4/55) foi o 3º colocado, mas na cat. Standard. Na 4ª prova, em Rivera (23/10/55) classificação desconhecida.

1955, Participações de Catharino:
Inauguração do Autódromo de Rivera (URU) - 3º lugar com carretera Ford (Janeiro)
“I Circuito Encosta da Serra” - 4º lugar com carretera Ford nº 2 (fevereiro)
“III Prova Antoninho Burlamaque” -1º lugar com carretera Ford nº 2 (fevereiro)
“VI Circuito da Pedra Redonda” - 2º lugar com carretera Ford nº 2 (junho)
“VII Circuito da Pedra Redonda - 1º lugar com Ford nº 2 (agosto)
“II Circuito Zona Centro (Alto Taquari) - 1º lugar com Ford nº 2 (setembro)
“V Circuito Encosta da Serra” - Carreera Ford nº 2, desistência por falha mecânica. (novembro)
Por essa quebra Catharino acabou o ano como vice-campeão,

Ele e seu irmão Júlio  eram proprietários de cavalos de corrida, vencedores, paixão que herdaram do pai, em agosto de 55 foi concedido o registro do “Stud Galgos Brancos”, Haras que tinha em sociedade com o irmão.

1956 - Provas:
“IV Prova Antoninho Burlamaque” - 1º lugar na cat. Força Livre com a carretera Ford nº 2 (fevereiro)
“VI Circuito Encosta da Serra” - 2º lugar com carretera Ford nº 2. (abril)
“I Circuito Tapes-Camaquã” - 1º lugar com carretera Ford nº 2. (maio)
“Prova Cidade de Pelotas” - 6º lugar com carretera Ford nº 2. (junho)
“III Prova Alto Taquari” - 3º lugar com carretera Ford nº 2. (setembro)
Foi Campeão Gaúcho de Força Livre de 1956, aos 45 anos de idade e 29 anos de carreira.
Durante o ano de 1956, Wilson Fittipaldi, o "Barão", percorreu os estados do sul do país, visitando pilotos e convidando-os para participar de uma prova de longa duração que seria realizada no Autódromo de Interlagos. Seriam as Mil Milhas Brasileiras no final do mês de novembro.
“I Mil Milhas Brasileiras” - Interlagos (SP) - 1º lugar em dupla com Breno Fornari com carretera Ford nº 2
Em seu retorno a Porto Alegre, os campeões desfilaram pela cidade em carro aberto oficial do governo gaúcho.
Conta-se uma história sobre a preparação da dupla para essa prova:
“Catharino disse à Breno:
- Um mês antes da prova, devemos acordar bem cedinho a fim de treinarmos juntos para as Mil Milhas.
- Na Pedra Redonda? Indagou Fornari.
- Não, respondeu Catharino. Treinar a pé na raia do Segipa. Não adianta o nosso carro estar bem preparado se nós, meninos crescidinhos não soubermos correr na hora da largada...”
- Diário de Notícias (23/09/1956)

1957 - Provas:
“V Prova Antoninho Burlamaque” - 7º lugar com carretera Ford. (janeiro)
“Circuito da Vindima”, 2ª prova do Campeonato, Júlio e Catharino não se inscreveram para poder participar do “GP de Pelotas”, importante prova de turfe onde tinham cavalos de seu Haras correndo. Houve diversas outras provas também.
“I Circuito da Uva” (Caxias do Sul) - 5º lugar com carretera Ford. (março)
“ VII Circuito Encosta da Serra” - Abandono com carretera Ford (maio)
“VIII Circuito Pedra Redonda” - 3º lugar com carretera Ford (julho)
“II Circuito de Pelotas” - não conclui (agosto)
“IV Prova Alto Taquari” - 5º lugar com carretera Ford (setembro)
“II Mil Milhas Brasileiras” - Interlagos (SP) - 2º lugar em dupla com Diogo Ellwanger com carretera Ford nº 2 (novembro)
“Circuito Zona Sul” (Tape-Camaquã) - 2º lugar com carretera Ford nº 2 (dezembro)

1958 - Provas:
“Circuito Centenário de Passo Fundo” - não participou.(fevereiro)
“...que o famoso “Galgo Branco” não estará presente, siquer como assistente da prova... a razão é que os irmãos Andreatta sentiram-se agastados com as desprimorosas considerações feitas à eles por alguns maus desportistas de Passo Fundo...” - Diário de Notícias (02/02/1958)
“Circuito Festa da Uva” - Classif. não disponível - estava inscrito com a carretera Ford nº 2 (março)
“Circuito Internacional de Automobilismo” em Piriápolis (URU) - 2º lugar com carretera Ford nº 2 (março)
“Circuito Automobilístico de Melo” (URU) - 6º lugar 2º lugar com carretera Ford nº 2 (março)
“500 Quilômetros de Porto Alegre” - Abandono - Carretera Ford nº 2 (junho). Houve a participação de pilotos paulistas: Camillo Christófaro, Celso Lara Barbéris, Chico Landi, José Gimenez Lopes e Luiz Américo Margarido; argentinos: Juan Galvez e Felix Peduzzi e o uruguaio Rômulo Buonavoglia. Vejam episódio do acidente com Gimenez Lopes.
“VIII Circuito Encosta da Serra” - 4º lugar com carretera Ford nº 2 (setembro)
“III Mil Milhas Brasileiras” - Interlagos (SP) - 1º lugar em dupla com Breno Fornari com carretera Ford nº 2, tornaram-se bicampeões da prova (novembro) FOTO pág. 91
“I Circuito Cavalhada-Vila Nova (POA) - 4º lugar com carretera Ford nº 2 (dezembro)

1959 - Provas:
“VI Prova Antoninho Burlamaque” - 1º lugar com carretera Ford nº 2 (fevereiro))
“II Circuito Cavalhada-Vila Nova (POA) - 1º lugar com carretera Ford nº 2 (abril)
“Quilômetro de Arrancada” na Av. Farrapos (POA) - 1º lugar com carretera Ford (julho)
“IX Circuito Encosta da Serra” - 2º lugar com carretera Ford nº 2 (julho)
“III Circuito Cavalhada-Vila Nova (POA) - 2º lugar com carretera Ford nº 2 (setembro)
“IV Mil Milhas Brasileiras” - Interlagos (SP) - 1º lugar em dupla com Breno Fornari com carretera Ford nº 2, tornaram-se tricampeões da prova (novembro)
“- Em primeiro lugar, não há um segredo em especial. O que existe é uma combinação de fatores, todos trabalhando para que o projeto de ser primeiro numa prova desse tipo dê certo. Disputar as Mil Milhas era para nós simplesmente a extensão do que já fazíamos no Rio Grande do Sul.” - Breno Fornari (2006)

1956 - I Mil Milhas Brasileiras
Breno ao volante - Primeira vitória
1958 - III Mil Milhas Brasileiras
Perseguindo José Guidini e Pascoal Landi.
1959 - IV Mil Milhas Brasileiras
Terceira vitória
1965 - VII Mil MIlhas Brasileiras
Tricampeões da prova
 

1960 - I 24 Horas de Interlagos
Revista Simca

1960 - Provas:
“Prova Porto Alegre-Tramandai” - 1º lugar com carretera Ford (fevereiro)
"II 24 Horas de Interlagos" (SP) - com Breno Fornari - 6º lugar com Simca Chambord nº 5 da equipe de fábrica (julho)
“III Circuito de Pelotas” - 2º lugar com Simca na Cat. Standard (agosto)
“II 500 Quilômetros de Porto Alegre” - com Breno Fornari - 1º lugar com carretera Ford (outubro)
“V Mil Milhas Brasileiras” - Interlagos (SP) - com Breno Fornari - 28º lugar carretera Ford nº 2 (novembro)
“IV Circuito Cidade de Pelotas” - Abandonou. (agosto)

IV Copa Festa da Uva

1961 - Provas:
“VII Prova Antoninho Burlamaque” - 3º lugar com carretera Ford (fevereiro)
“IV Copa Festa da Uva” - Não completou. (março)
“O tão esperado duelo entre José Azmus e Catharinho Andreatta, não saiu, pois ambos desistiram em meio a corrida. Dos 7 que concorrentes apenas 2 conseguiram concluir o percurso...” - Jornal do Dia (21/03/1961)
O que o jornal não diz é que o abandono de Catharino foi devido a um capotamento, o único de sua carreira.
"II 24 Horas de Interlagos" (SP) - com Breno Fornari - 12º lugar com Simca Chambord nº 6 da equipe de fábrica (junho)
“VI Mil Milhas Brasileiras” - Interlagos (SP) - Com Breno Fornari - Abandonou por quebra do diferencial (novembro)

1962 - Provas:
“IX Prova Antoninho Burlamaque” - 3º lugar com carretera Ford nº 2 (fevereiro)
“I Prova Porto Alegre-Torres - 1º lugar com carretera Ford nº 2 (março)
“I 12 Horas de Porto Alegre” - em dupla com José Madrid - 5º lugar na Classe C com Simca nº 3 (maio)
“III 500 Quilômetros de Porto Alegre” - com Vitorio Andreatta - Abandonou por quebra do cambio na ultima volta quando estava em 1º lugar - Carretera Ford nº 2 (setembro)
“Quilômetro de Arrancada” - Prova realizada em homenagem aos seus 25 anos de atividades automobilísticas. Não correu, a carretera Ford nº 2 foi pilotada por seu filho Vitório Andreatta e chegou em 2º lugar.(outubro)
“II Festival da Indústria Automobilística Brasileira” - 1º lugar com carretera Chevrolet/Corvette nº 2.
Nessa prova (21 de dezembro), no circuito Cavalhada/Vila Nova (RS), Catharino largou o motor Ford e correu com a carretera Chevrolet/Corvette nº 2 (que pertencera à Camilo Christófaro e antes à José Gimenez Lopes e Chico Landi)).
Em 1962 sagrou-se novamente Campeão Gaúcho de Força Livre.

1963 - II 12 Horas de POA
Fotograma de video da prova

1963 - Provas:
“X Prova Antoninho Burlamaque” - Classificação desconhecida - Com a carretera Chevrolet/Corvette (fevereiro)
“II 12 Horas de Porto Alegre” - em dupla com Aldo Costa - 3º lugar na Classe "C" com Simca nº 3 (agosto)
Veja aqui o vídeo dessa prova.
“IV 500 Quilômetros de Porto Alegre” - 2º lugar com carretera Chevrolet/Corvette nº 2 (novembro)
Veja aqui o vídeo dessa prova.
“1600 Quilômetros de Interlagos” (SP) - com Breno Fornari - 2º lugar com carretera Chevrolet/Corvette nº 2 (novembro)
“Prova Jubileu de Prata Diogo Ellwanger” - 1º lugar com carretera Chevrolet/Corvette nº 2 (dezembro)
“II 500 Milhas de Porto Alegre/RS - Circuito da Cavalhada - com Bird Clemente - 2º Lugar com Willys Interlagos nº 22 (dezembro)

1964 - Provas:
“XI Prova Antoninho Burlamaque” - 1º lugar com carretera Chevrolet/Corvette nº 2 (fevereiro)
“V 500 de Porto Alegre” - 1º lugar com carretera Chevrolet/Corvette nº 2 (junho)
“II Festival de Records” - BR -2 (Guaiba-Pelotas) (RS) - 3º lugar com carretera Chevrolet/Corvette n° 2 (agosto)

1965 - Provas:
“Prova na Praia do Cassino” (RS) - Classificação desconhecida - Simca nº 2 (fevereiro)) - 16/02
“VII Mil Milhas Brasileiras” - Interlagos (SP) - Com Vitório Andreatta - Abandonou por quebra do setor de direção quando estavam na 1ª colocação - 27° na geral e 13° na cat. TFL (pelo número de voltas) (novembro)

Foto de Fernando Esbroglio no Blog do Sanco Fonte: Site  Bandeira Quadriculada Fonte: http://ruiamaraljr.blogspot.com.br

1966 - Provas:
“XI Prova Antoninho Burlamaque” - Quebra antes da largada - carretera Chevrolet/Corvette nº 2 (janeiro)
1968 - Provas:
“200 Quilômetros de Porto Alegre” - Abandono na 10ª volta - Com carretera Chevrolet/Corvette n° 2 (agosto)
“12 Horas de Porto Alegre” (Cavalhada-Vila Nova) - Com Vitório Andreatta - 7º lugar na geral e 3º lugar na categoria B - Ford Corcel nº 2 da Equipe Willys (dezembro)

1969 - Provas:
“3 Horas de Guaporé” (RS) - Inauguração da pista de terra compactada com óleo queimado do Autódromo de Guaporé (RS) - Classificação desconhecida - Com Simca (dezembro).

Acervo de João Bresolin postado no http://blogdosanco.blogspot.com.br

Foi sua ultima participação, já com 58 anos de idade, pilotando um carro de corridas, mas não se afastou do automobilismo, passou a se dedicar em acompanhar as carreiras do filho, Vitório, e do sobrinho, Luiz Fernando, filho de Júlio Andreatta e a cuidar de seu Haras.

Um antigo sonho de Catharino era construir um autódromo no Rio Grande do Sul e finalmente foram construídos dois, o primeiro foi inaugurado em Guaporé e no ano seguinte na cidade de Viamão, hoje região metropolitana da capital gaúcha, foi inaugurado em Tarumã (8/11/70) o segundo autódromo do estado, queria participar da prova de inauguração, mas a bandeirada final chegou antes para ele, não deu tempo. Em 21 de outubro de 1970 por complicações de um câncer de laringe ele faleceu, aos 59 anos de idade, poucas semanas antes da inauguração do Autódromo Internacional de Tarumã.
Seu nome chegou a ser cogitado para nomear o autódromo (veja aqui a história do autódromo).
 

Material de consulta:
"Biblioteca Nacional Digital" - Diversos Jornais do RS, SP e RJ
"Automobilismo no tempo da carreteras" de Paulo Renner e Luiz F. Andreatta
"Automobilismo Gaucho - Levantando Poeira" de Gilberto Menegaz
"Mil Milhas Brasileiras - 50 anos" de Livio Oricchio
"Circuito da Gávea" de Paulo Scali
"12 Horas - Histórias & Estatisticas" de Paulo Torino e Paulo Lava
"24 Horas de Interlagos - A História" de Paulo Roberto Peralta
 

 

 

  
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