|
Página acrescentada em 01 de maio de 2008 Camillo Christofaro (Camillo João Christofaro) por Paulo Roberto Peralta Nasceu
Foi estudar no SENAI no Bairro do Brás (torno, fresa e plaina), mas antes, já os 14 anos, começou a trabalhar, inicialmente de ajudante numa oficina mecânica na rua onde morava, Camillo e o motor Corvette aos 18 anos foi prestar serviço militar e ao dar baixa tirou carteira de habilitação, apesar de já Acervo: site Mil Milhas guiar, esporadicamente. Com a carteira passou a trabalhar guiando caminhão, até 1951 com 23 anos. No tempo ocioso entre uma viagem e outra guiava táxi, e com essa renda economizou e comprou seu 1º carro, um Chevrolet 1937, que viria a se transformar na famosa carretera 18. Aos 24 anos, (1952), montou oficina própria e também se casou com Dna. Wilma. Pouco depois começou a construir o seu carro de corrida, um monoposto Mecânica Nacional usando a estrutura do chassi de um Alfa Romeo, com motor Ford e o resto montado a partir de peças de diversas origens, além de uma carroceria feita por ele mesmo. Levou quase 3 anos para construir o carro que recebeu o nº 18 em homenagem à data de aniversário da esposa, como seu filho
gostava de ver gibis e adorava as histórias dos lobinhos, Camillo mandou pintar um lobinho no carro, que
passou a ser de “Lobinho”. Com o tempo a figura foi sendo modificada e ganhou até
mesmo um capacete e a equipe foi ficando conhecida como “Escuderia
Lobo”, e ele mesmo com o tempo passou a ser chamado de o “Lobo
do Canindé”
Na primeira corrida em 1956 o carro quebrou, depois transformou o carro em biposto, rebaixou, trocou a grade e reestreou o carro no “Prêmio Benedicto Lopes”, fez mais 2 corridas em 1956 e todas com bons resultados.
Já na prova inicial de 1957 obtêm sua primeira vitória, em 57 tem também seu primeiro acidente sério, na “IV Prova do Cinqüentenário
do ACB” vinha em segundo quando a manga de eixo se partiu e o
carro sem a roda dianteira esquerda foi de encontro ao barranco, Camillo por sorte nada sofreu. Na 1956 - Primeiro carro prova “ carros, fezdupla com Djalma L. Pessolato em seu “Camillo Especial”, agora com motor Corvette e fez dupla também com o tio, Chico Landi, no Perfect Cicle Especial. Mas 1956 - Aniversário do ACB abandonam logo no inicio, com 7 e 4 voltas 1956 respectivamente. (Reprodução revista Stock Show) Em seguida, Djalma o convida para correr a “Mil Milhas” em dupla na sua carretera, foi sua primeira corrida em carretera, e durante a corrida um cavalo atravessou a pista e Djalma numa manobra brusca para desviar acabou capotando e caiu do barranco entra as curvas 1 e 2, vindo a falecer.
Camilo recuperou a carretera e participou com ela de uma prova em
Petrópolis (RJ) com vitória e outra Em 1958 para os “ Nacional, um Alfa
Romeo/Corvette e correu em dupla com “Dinho” Bonotti e 1958 - Camillo e Fritz / Fritz e Camillo cedeu o “Camillo Especial” para “Dinho” correr (reprodução Jornal HP) em dupla com Caetano Damiani. Na Mil Milhas de 58 Camilo ia correr em dupla com Jair de Melo Vianna na carretera dele, mas a caminho de um treino (as carreteras tinham placa, iam andando até a pista), bateram e Jair morreu, três mecânicos e Camillo se feriram, Camillo não participou. Já na “Mil Milhas” de 1959 (31 anos) fez dupla na carretera nº 84 de José Gimenez Lopes. Em1960 fez dupla com o tio na prova “24 Horas de 1960 - Camillo e a Alfa/Corvette Interlagos” (só carros nacionais) ao volante de um FNM/JK, em setembro compra a em Piracicaba - Acervo Rui Pastor carretera de Gimenez Lopes e corre a “Mil Milhas” ao lado de Celso Lara Barberis, a poucas voltas do final (192 de 201) e na liderança, a carretera parou antes dos boxes, empurrada até o box não houve jeito de fazê-la funcionar novamente, então a equipe toda empurra a carretera para cruzar a linha de chegada e garantir o 4º lugar. No ano seguinte estréia seu novo Mecânica Nacional, uma Maserati/Corvette com vitória no “Circuito de Piracicaba” (SP), seu carro anterior, a Alfa Romeo/Corvette, vendeu para Justino de Maio. No ano de 1961 faz algumas modificações na carretera, a mais visível foi rebaixar o teto, e na “Mil Milhas” corre novamente em dupla com Celso Lara Barberis, depois em julho de 1962 vendeu a carretera para Catharino Andreatta do Rio Grande do Sul, Em 1963 venceu novamente a “12 Horas de Interlagos”, dessa vez ao lado de Antonio Carlos Aguiar e Décio D’Agostino, torna-se bi-campeão da prova, aí pegou seu Chevrolet 1937 e começou a construir a sua própria carretera, fez a estréia na prova “ Até então sua prioridade eram as corridas de Mecânica Nacional, mas com a diminuição das corridas passa a correr com mais freqüência com a carretera. Venceu a “
Em junho de 1966 participa das 2 provas do “GP IV Aniversário
APVC”, TFL (carretera) e MN (Maserati/Corvette), prova que acabou sendo a última da
categoria Mecânica Nacional, a partir de então passa a correr só
com a carretera e a vai aperfeiçoando cada vez mais.
Venceu, em dupla com Eduardo Celidonio, a “Mil Milhas” de 1966. Da glória da vitória à quase tragédia, um mês depois, no “GP Rodovia do Café” (PR) Camillo sofre um sério acidente, capotou numa depressão, acabou com o tornozelo esquerdo trincado, dois cortes no rosto e escoriações pelo corpo e a carretera destroçada. 1962 - Maserati/Corvette Em 1967 faz 5 provas, inclusive “Mil Milhas”, novamente em dupla com Eduardo Premio Aniversário ACESP Celidonio, em 1968 com Interlagos fechado para reformas, fez provas no Paraná, Rio
Acervo:
Antonio C. Aguiar
de Janeiro e Brasília.Com esse mesmo carro ganhou a prova de velocidade da Av. Marginal, em São Paulo, quando atingiu 236.74 km/h no quilômetro lançado. A prova foi um festival de recordes, em linha reta, na Marginal do Rio Pinheiros Camillo correu com a carretera até 1971, a categoria TFL já não existia mais, seu carro (reprodução propaganda em jornal) ![]() enquadrava-se na Divisão 4 (protótipo nacional com motor estrangeiro). Sua última corrida com a carretera foi a 1ª etapa da Copa Brasil de 1971 (11/12), a partir da 2ª etapa (18/12/1971) estreou o protótipo Fúria/Ferrari que havia encomendado ao carrozieri Toni Bianco, fez apenas 2 corridas com esse motor. Para se adaptar ao regulamento trocou por um motor Dodge Chrysler nacional, correu com ele os anos de 1972 e 73 e a partir da “Mil Milhas” de 1973 passou a usar um Ford Maverick V8, até que em
1975, aos 47 anos, realizou um de seus sonhos, correr em dupla com o
filho Camilinho, então com 22
anos, na prova 1971 - Copa Brasil - última da carretera
”6 Horas de
Interlagos”,
estavam
na liderança
(recorte em foto de Rogerio P. de
Luz) quandofaltando menos de 1 hora
para terminar Camillo recebeu placa para pit-stop na
próxima volta,
mas na Curva do Sol perdeu o traçado e colocou uma roda na grama
ainda molhada da chuva e o Maverick 1973 Mil Milhas - Maverick escapou e bateu no guard-rail externo, devido à velocidade foi Acervo: Carlos de Paula parar sobre o guard-rail interno, o carro ficou dobrado ao meio, chegou ao box falando que era um “salame”, que corria a mais de 20 anos e cometera uma besteira. Continuou correndo de Maverick o Campeonato de 1975 e fez 3 provas do Campeonato de 1976, aí parou de correr, mas não de preparar carros, continuou com a oficina, com a equipe e passou a se dedicar à carreira do filho que competia no Brasileiro de Marcas e na Stock Car. Foto: Rogerio P. de Luz
13 anos depois, em 1989, já com 61 anos, Camilinho (36 anos) o convence a correr mais uma “Mil Milhas”, correram com um
Chevrolet Opala equipado com cambio Corvette e um motor de
aproximadamente 300 cavalos. Foram 197 voltas, pouco mais de
11h34min. e um 3º lugar na geral e 1º na categoria Força Livre
Nacional.Foi esta sua última corrida e, coincidentemente, também a última “Mil Milhas” realizada no circuito antigo que ele tanto conhecia, no final daquele ano Interlagos foi fechado e a pista reformada, foi reduzida de seus quase 8 Km para 4.309 metros. Participações em provas
|