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Página acrescentada em 15 de abril de 2008 Caetano Damiani por Paulo Roberto Peralta ![]() No tempo do curso ginasial ficou conhecendo através de jornais e revistas Juan Manuel Fangio (duas vezes Campeão Argentino de Turismo Carretera, em 1940 e em 1941), costumava comprar a revista “El Gráfico" para acompanhar a carreira do ídolo. Caetano e Peralta - 12/2007 Seu irmão mais velho era quem guiava o caminhão e o deixava guiar Abril de 1958 um pouco, mas seu interesse maior era por mecânica, então assim que pode começou a trabalhar como ajudante e passando por algumas oficinas foi aprendendo. Quando completou 18 anos tirou carteira de habilitação e abriu, com um sócio, sua primeira oficina mecânica, no Bairro da Penha
Ficou conhecendo Edmundo “Dinho” Bonotti que pretendia fazer uma
carretera. Numa oficina na Penha Dinho desmontou o carro, tirou a
carroceria, instalou um motor Luiz Américo Margarido e montou outra a partir de um Ford 1934. Em março de 1957, aos 28 anos, se casou, viveram juntos por 25 anos até ela falecer, mas não
tiveram filhos.Acervo: Guliherme Santilli essa carretera, nº 69, para a “Mil Milhas” fez uma adaptação tentando evitar que o motor fervesse. Correu em dupla com o “Dinho” Bonotti que correu com o apelido de Gino Borgesa (personagem de um piloto de F1 interpretado pelo ator Kirk Douglas no filme “The Racers” de 1955). “- Mudamos o tanque, ao invés de gasolina era água, e o de gasolina era dentro do carro, adaptamos uma bomba ali perto da cambio. Não adiantou, ferveu até o tanque, chegamos em 27º lugar”. Para o campeonato de 1958 o amigo Camillo Christofaro, que ainda não 23/07/1957 - III Prova do Cinquentenário do ACB tinha carretera, emprestou um motor Ford com equipamento Ardun. “- O Dinho foi lá, pegou o motor e trouxe para a oficina. O motor era tão Acervo: Rui Pastor grande que precisou modificar até a caixa de direção”. Fez a 1ª prova do campeonato de 1958, retornou ao motor original e vendeu para Antanas Bernotas, irmão de Dna. Juze Fittipaldi, ou seja, tio de Emerson Fittipaldi. Em
1958 só voltou a correr na
prova “Como estava sem carro fez dupla com Ivo Rizardi na “Mil Milhas”, mas preparou a carretera em sua oficina e ela recebeu o numero 88 (Rua João Gonçalves, 88) Em 1959 só participou da “Mil Milhas”, Ivo comprou a carretera dos irmãos Romano, que era a carretera com que o Djalma Pezzolato faleceu num acidente durante a “Mil Milhas” de 1957, e os Romano a capotaram novamente em 1958. 500 Km/58 - Alinhados para a largada O Ivo lhe propôs: comprava a carretera e ele a reformava. Livro "Interlagos" de Paulo Scali “- Aí levei o carro para a oficina, o carro estava todo batido, precisamos trocar até chassi, imagina! Quando faltava dois meses para a “Mil Milhas” começamos a andar na Dutra, os guardas cronometravam, sabe, os guardas viraram amigos da gente. Quando faltava um mês começamos a andar em Interlagos, o carro fazia os melhores tempos". Em 1960 tinha comprado um terreno na mesma rua e transferido a oficina para lá, ainda estava sem carro e não correu. Em 1961 voltou a fazer parceria com Ivo Rizzardi, carretera nº 2, na “Mil Milhas”, depois Ivo vendeu a carretera para o Roberto Gallucci. 1962 e 1963 não correu porque não tinha carro, mas Dinho comprou um carro Chevrolet 1934 e se associaram para fazer uma carretera, começaram mas logo se desentenderam e Caetano propôs que um deles comprasse a parte do outro. ”- Aí ele comprou a minha. Gostei, queria vender mesmo, precisava de dinheiro”. Dinho levou para o Nelson Brizzi fazer, mas ele não terminava, levou então para o Bonini fazer e resolveu construir também uma carroceria de “charuto”, Mecânica Nacional, no chassi da carretera, ficaria intercambiável “- Essa carroceria charuto foi o Bonini que fez, o último a fazer o carro foi o Luciano Bonini. Aí ele fez o “charuto” e Dinho começou a treinar, gastou uma nota, ele gostava. Aí ele foi treinar para os Depois que comprou a carretera voltou a correr e reestréia no GP Roge Ferreira (08/03/1964), novamente com vitória e
recorde da pista,
sagrou-se campeão paulista de 1964 e em janeiro de 1965 recebeu o Prêmio Victor, ofertado pela revista 4Rodas, das mãos de seu ídolo de juventude, Juan Manuel Fangio, agora já penta-campeão mundial de F1. Em 1964 a última corrida que participou foi a "1000 Quilômetros de Interlagos" ao lado de "Zé Peixinho" (José dos Santos Filho) e a primeira de 1965 foi a "1600 Quilômetros de Interlagos" ao lado do então jovem e promissor piloto Eduardo Celidonio, foi sua primeira corrida numa carretera, chegaram em segundo na categoria. Jair de Mello Vianna havia comprado a carretera do Irani Iervolino e ia correr em dupla com o Camillo a “Mil Milhas” de 1959, mas a caminho de um treino (as carreteras tinham placa, iam andando até a pista), bateram e o Jair morreu, Camillo e três mecânicos se feriram, aí Prêmio Victor/1964 a carretera foi vendida, mas na véspera da corrida a mãe colocou fogo no carro, era contra o filho correr de automóvel. Caetano comprou a carretera, uma Chevrolet 1940, toda queimada, sem motor, levou para a oficina, tirou a carroceria, reduziu o chassi em 20 cm. entre eixos, Dinho arrumou peças, depois venderam para o Vitório Azzalin e Justino de Maio, que correram e venceram a “Mil Milhas” de 1965 com ela. "-
Em
65 nós fomos preparados para ganhar a “Mil Milhas”, que era o máximo! Eu queria ganhar uma Mil
Milhas.
Fiz
dupla com o Bica Votnamis, quebramos, não
podia mais desembrear, aí empurramos do box e eu corri o resto da
corrida toda em 4ª. Aí recuperamos terreno, se tivesse mais umas 2
voltas nós teríamos ganho a corrida”.
Em 1965 participa, ainda em dupla com Bica Votnamis, das “ 1600 Km/65 tradicionalmente usado, terminaram Paulo Trevisan - Associação Cultural em 2º lugar. Museu do Automobilismo Brasileiro Depois de participar, sem muito animo, de duas provas do campeonato de 1966, na terceira etapa preferiu ficar em Guarulhos num evento de kart, então desistiu e vendeu a nº 34 para Justino Chevrolet/Corvette # 34 em 1964 de Maio, que correu em dupla com Décio D’Agostino, e seu parceiro no ano anterior, Vitório Azzalin com o jornalista e piloto Expedito Marazzi.
Em 1966 Bica Votnamis o convenceu a participar em dupla da “Mil
Milhas”, correram com uma carretera do Bica que levou o nº 34,
mas não concluíram, quebrou a caixa de direção. No inicio de 1967 participou, novamente em dupla com Bica, da “IV 12 Horas de Interlagos”, que acabou sendo sua última corrida, tinha 36 anos e 9 meses de idade. “- Mil Milhas/66 grandão e eu, baixinho, eu não podia guiar o carro, e outra coisa, as tuas pernas eram Acervo: Centro de Memória Bardahl o pára-choque, o motor traseiro, atrás do banco, eu achei aquilo..., não sei, eu me recusei a correr com ele". (o carro). Desiludido parou e partiu para o kart, comprou três karts, um Silpo, um Mini e outro fabricado em Guarulhos por um mecânico, montou equipe, tinha um sobrinho seu que pilotava e ele às vezes também corria. Por volta de 1970, vendeu seu terreno na Rua João Gonçalves e alugou outro menor na mesma rua e montou loja de automóveis, ficou com a loja por aproximadamente 10 anos vendendo automóveis. “- Eu gostava de oficina, nunca devia ter largado, nasci para guiar automóvel e consertar automóvel”. Hoje, aposentado, vive em Caraguatatuba, litoral paulista.
Participações em provas 12/08/1956 - Prêmio
Benedicto Lopes - Interlagos/SP - Carretera
Chevrolet(6 cil) 3.850 ccnº 69 - TFL
- 1º Lugar |
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