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Página acrescentada em 02 de junho de 2006. Toni Bianco (Ottorino Bianco) por Paulo Roberto Peralta Foto nº 01 oficina de Oliviero Monarca na Rua Manoel Dutra, bairro da Bela Vista (o famoso bairro do Bexiga) Em 1955 participou, entre outros, da construção de um carro esporte, projeto dos irmãos Monarca, para Celso Lara Barberis, piloto que começava a despontar e que viria a se tornar o primeiro tri-campeão da prova 500 Quilômetros de Interlagos. Pelo final desse ano conhece outro piloto, Ciro Cayres, que impressionado com a qualidade de seu trabalho o convida para trabalhar com carros de corrida e tendo um chassi Maserati biposto Foto nº 02 e um motor Corvette, pede à Toni que o transforme num monoposto. Aos 26 anos, 1957, Ciro o leva para trabalhar na oficina de Victor e Nicola Losacco, onde passa a trabalhar exclusivamente com carros de corrida. Fez, por exemplo, o Mecânica Nacional Maserati/Corvette de Luiz Américo Margarido e cria para Ciro Cayres um chassi próprio onde instala um motor Corvette. Com esse carro Ciro Cayres estabelece o recorde de volta da categoria, 3’37’’, recorde que demorou quase dez anos para ser batido, além de muitos outros carros. Em 1959 vai para a Escuderia Tubularte de José Gimenez Lopes e mais Chico Landi e Alberto Carraro. Lá constrói, com Giuseppe Perego que cuida da parte mecânica, o primeiro Fórmula Junior nacional. Desenvolve chassi próprio, usa a suspensão dianteira do Volkswagen, faz uma carroceria bastante aerodinâmica e instala um motor Porsche 1.500cc de Gimenez Lopes, devido a esse motor, que excedia a limitação da categoria F-Jr (1.000cc), foi classificado como Mecânica Nacional para disputar o I G. P. Juscelino Kubitschek, uma das provas da inauguração de Brasília. Foto nº 03 Foto nº 04 Foto nº 05 Trabalha em todos carros da equipe, que tinha, além dos já citados, os pilotos Eugenio Martins e Fritz D’Orey, além de outros eventuais. Na Tubularte, ele e Perego partem para a construção de outro F-Jr. que planejado inicialmente com motor DKW, acabou saindo com motor Stanguellini, para Jean Bergerot, piloto da equipe. Posteriormente esse carro passou a ser equipado com o motor DKW.
No ano de 1962, monta com Chico Landi, Luis Greco e Eugenio Martins
a “Indústria de Automóveis Brasil Ltda.” instalada no galpão
nos fundos da casa de Chico na Rua Afonso Brás no bairro da Vila
Nova Conceição e começama produção dos F-Jr, agora com motores nacionais. Após ter construído dois com motor Gordini, um com motor DKW e mais um chassi equipado com motor Simca V8 de 2.550cc, enquadrado como Mecânica Nacional e como Chico estava sem carro para correr os 500 Quilômetros, resolve construir
![]() Foto nº 07 Foto nº 08 Foto nº 09 Com motor maior (quase o dobro de cilindrada) precisava de uma área maior de refrigeração, Toni vendo uma foto da Ferrari 156 F1 "Shark Nose" do ano anterior, tomou emprestada a solução da frente do carro e a adaptou, pois não havia tempo para desenvolver e testar uma solução própria. E a solução ficou boa, estética e funcionalmente. Aos 34 anos de idade, no ano de 1965, casa-se e desse casamento tem duas filhas. Nesse ano também passa a trabalhar no Departamento de Competições da Willys sob o comando de Luis Greco.
Seu primeiro trabalho foi nos Alpines A-110 importados, que aqui no Brasil aqueciam demais, como os radiadores eram traseiros ele os trouxe para a dianteira o que obrigou a refazer toda a frente do carro, em seguida construiu o primeiro Fórmula 3 brasileiro, o “Gávea”, com Romeu Brizi que cuidou do motor de 1300cc, Constrói em 1966 o
Mark I, esse foi um carro que nasceu de dentro para
fora, a partir do habitáculo de um Renault Alpine construiu
o
chassi e Foto nº 10 depois de instalar a mecânica, montou a carroceria, foi apresentado no Salão do Automóvel de 1966, mas tinha um entre-eixos muito curto que o tornava “inguiável”, rodava até em reta brincava o piloto Chiquinho Lameirão, Toni o desmontou, aumentou seu entre-eixo e o reconstruiu, fazendo também outro exemplar, que passaram
a se
chamar Mark
I.
Foto nº 11Posteriormente, em 1968, construiu o protótipo Willys 1300 que estreou nas pistas de corrida com uma vitória nos 1968.Em 1969, Vitório Massari, um dos sócios Foto nº 12 da Camionauto, o convida para construir um Foto nº 13 protótipo de competição baseado no motor do FNM/JK e já no início de 1970 “nascia” nas oficinas da Camionauto o protótipo “Fúria”, com chassi tubular, suspensão por braços Toni ganhou o Prêmio Victor em 1970 como melhor Construtor do Ano, premio oferecido pela revista Quatro Rodas da Editora Abril. Ele abre, também em 1970, junto com Massari e outros, a firma “Fúria Auto Esporte Ltda.” para a produção do Fúria. Foram produzidos cinco: Furia/JK, Foto nº 14 Furia/BMW, Furia/Chevrolet, Furia/Ferrari (depois foi trocado por um motor Dodge V8) e um Furia/Lamborghini. Em 1971 fizeram um protótipo, a pedido da FNM, o Fúria GT/FNM, um carro-esporte GT de 2+2 lugares. Construíram o esportivo em cima do chassi e mecânica FNM/JK 2150cc. O desenho era de Toni. O fim do "JK" era iminente, desde a compra da FNM pela Alfa Romeo, então para a FNM o Fúria teria sido a chance de um Alfa genuinamente brasileiro, feito em parceria com um "carroziere" nacional e manteria acesa a expectativa de vida para o "JK", mas para a Camionauto e Toni tudo terminou no protótipo apresentado no Salão do Automóvel de 1972. ![]() ![]() O mesmo carro hoje, restaurado
Foto nº 18 Foto nº 19 Foto nº 20 Na “Toni Bianco Competições” aberta em 1974 na Av. João Pedroso Cardoso, bairro do Aeroporto, passa a dedicar-se à preparação de carros de corrida. Equipa a Alfa T-33 de Afonso Giaffone com motor Maverick, e nesse tempo também desenvolve a versão urbana do
“Fúria”, agora usando a plataforma e o motor Volkswagen e no
Salão do Automóvel de 1976 apresenta o “Bianco S”. Sucesso
total. Esse carro foi seu maior sucesso comercial.
Desenvolve para a Corona Veículos S/A, em 1976, um esportivo baseado no modelo italiano X 1/9 (A carroceria era de aço estampado, com duas portas, dois lugares, motor na posição central à frente do eixo traseiro), aqui foi Foto nº 21 lançado com o nome de “Dardo”, com um chassi exclusivo desenvolvido por Toni para uma carroceria de fibra-de-vidro, com motor do Fiat 147 Rallye, de a plataforma e o motor a
ar VW. Reformou o Ford GT-40 da equipe Ifesteel/SPI, em 1977, onde refez os pára-lamas traseiros, deixando-os mais salientes de forma a envolver melhor os pneus além de reformular Foto nº 22 a pintura dando um estilo mais agressivo ao carro. Até 1983 acompanha a produção do Dardo, para em seguida, diferentemente da linha esportiva que seguia, desenvolver e produzir um utilitário, a primeira Van brasileira, a Futura. Foto nº 23 >>> Em 2005, aos 74 anos e já aposentado, e ainda morando nos bairro das Perdizes, foi convidado por Paulo AfonsoTrevisan da “Associação Cultural Museu do Automobilismo Brasileiro” de Passo Fundo, RS, a construir mais um exemplar do Fórmula Junior, pois não restou nenhum deles inteiro, esse novo carro recebeu o chassi nº 6. Concluído esse carro passou à construção de mais um exemplar do Carcará, carro “streamlined” que em 1966 estabeleceu o primeiro recorde de velocidade em linha reta e que em 2006 completa 40 anos. O Carcará original projetado por Anísio Campos foi construído por Rino Malzone sob a coordenação de Jorge Lettry e aproveitando o chassi de um Fórmula Junior criado em 1962 por Toni Bianco. O Carcará foi sucateado, Rino Malzone já faleceu e não existe mais o projeto do carro, então Toni foi escolhido pela qualidade de seu
trabalho, pela habilidade em trabalhar com chapa de alumínio e por
seu conhecimento do chassi utilizado.Baseado unicamente em fotos e mais seu conhecimento sobre o chassi, construiu uma réplica quase perfeita, mas que por não ser original recebeu o nome de ”Carcará II”.
![]() Foto nº 24 Foto nº 25 Foto nº 26 Clique aqui e veja mais sobre Toni Bianco. Legenda das
fotos
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