Uma visão dos nossos históricos anos sessenta e um pouco antes

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Pilotos:
Agnaldo de Goes Aldo Costa Alfredo Santilli Amauri Mesquita Antonio C. Aguiar Arlindo Aguiar Aroldo Louzada Bica Votnamis
Bird Clemente Bob Sharp Breno Fornari Caetano Damian Camillo Christofaro Carlos Sgarbi Catharino Andreatta Celso L. Barberis
Christian Bino Heins Ciro Cayres Domingos Papaleo Eduardo Celidonio Emerson Fittipaldi Emilio Zambelo Ênio Garcia Eugênio Martins
Francisco Lameirão Fritz D'Orey Graziela Fernandes Haroldo Vaz Lobo Henrique Casini Jan Balder Jaime Pistili Jayme Silva
José Tôco Martins Júlio Andreatta Luiz A. Margarido Luiz Carlos Valente Luiz Pereira Bueno Luiz Valente Marinho Nicola Papaleo
Nilo de Barros Vinhaes Norman Casari Orlando Menegaz Nastromagario Pedro C. Pereira Piero Gancia Raphael Gargiulo Ricardo Rodrigues de Moraes
Roberto Gallucci Roberto Gomez Salvador Cianciaruso Toninho Martins Victorio Azzalin Vitório Andreatta Waldemar Santilli Zoroastro Avon
Preparadores e/ou construtores:
Anísio Campos Jorge Lettry Miguel Crispim Nelson Brizzi Toni Bianco Victor Losacco    
Pioneiros:
Ângelo Juliano Benedicto Lopes Chico Landi Chico Marques Gino Bianco Hermano da Silva Ramos Irineu Correa João R. Parkinson
Manuel de Teffé Nascimento Junior Norberto Jung Sylvio A. Penteado Villafranca      

 

 

Página acrescentada em 02 de março de 2005.   Atualizada em agosto de 2020.
 
Piero Gancia (Piero Vallarino Gancia)  
por Paulo Roberto Peralta
 

Piero e Peralta - fev/2005

Nasceu na cidade de Torino, na Itália em 30 de agosto de 1922.

Piero se apaixonou pelo Brasil já na primeira vez que veio visitar o país a negócios. Casado com Lulla e com o primeiro de seus três filhos Piero veio à América Latina em 1951 para fabricar os produtos da Vermouth Gancia, empresa de sua família, inicialmente em Montevidéu (Uruguai), onde nasceu uma de suas filhas, após pouco mais de um ano, em março de 1953, veio para o Brasil e se estabeleceu em São Paulo, onde viria a nascer mais uma filha. O espumante "Asti", famoso mundialmente, foi criado por seu bisavô.

Piero e sua esposa, Lulla Gancia, eram do “jet-set”, viviam nas colunas da alta sociedade, e Piero tinha paixão pelo golf e a ele se dedicava sempre que possível. Em abril de 1960 chegou a vencer um torneio no São Paulo Golfe Clube.
Piero conta que sua paixão pela velocidade começou cedo quando seu pai o levou pela primeira vez a assistir uma corrida, em 1932, com dez anos de idade, mas seu sonho em pilotar só foi tornar-se realidade aqui no Brasil, na Itália havia feito um curso de automobilismo em Monza com Piero Taruffi, mas nunca correu.

1962 - I 12 Horas de Interlagos
Com: Celso Lara Barberis

Em 1961 era dono de uma Alfa Romeo Giulietta para uso pessoal, e estava interessado em participar da prova “I 12 Horas de Interlagos” em janeiro do ano seguinte, para isso procurou ajuda de um mecânico italiano, Giuseppe Perego (que havia trabalhado na famosa Escuderia Tubularte de José Gimenez Lopes) e na época trabalhava na Garage Fulgor de Emilio Zambello, Perego o levou à Interlagos para apresentá-lo à Emilio com a proposta de fazerem dupla, mas como Emilio já estava inscrito em dupla com Ruggero Peruzzo, emilio o apresentou à Celso Lara Barberis que pensando que Piero não "daria no couro” chegou a propor outro piloto. Nos primeiros treinos, para surpresa de todos, Piero teve uma atuação bem acima da esperada e Celso aceitou então fazer dupla. Acabaram chegando em 5º lugar na classificação geral, apesar do pára-brisas quebrado e dos amortecedores que não agüentavam mais de uma volta na esburacada pista de Interlagos de então. Nada mal para quem estreava, e numa prova de longa duração.

Seu pai, que por sinal guiava muito mal, tinha medo e da Itália pedia para ele não correr, ao que respondia: “- Não, não corro, só participo de umas provas de regularidade, tipo rallye”.

A amizade com Zambello cresceu e ainda em 1962 fizeram a primeira de muitas corridas juntos, com um FNM/JK participaram da prova “500 Milhas de Interlagos”.

 1963 -  II 12 Horas de Interlagos - Alfa Romeo Giulietta de Piero seguida pelo FNM/JK de Emilio Zambello

Em 1963 participou de cinco provas, a primeira "II 12  Horas de Interlagos” dividindo o volante com: Emílio Zambello/Ruggero Peruzzo/Guilherme Leão, com Zambello, que correu em dois carros nessa prova;.depois mais três provas pilotando sozinho e a ultima no ano, "I 1500 Quilômetros de Interlagos" em dupla com Emilio Zambello.

Em 1964, com a concessão de venda das Alfas importadas no Brasil ele abriu, em sociedade com Emilio Zambello, uma loja/oficina, a Jolly Automóveis, e também junto com Emilio e mais o Perego e o Peruzzo, uma equipe, a "Jolly-Gancia”, nome escolhido em homenagem à grande "scuderia/clube" italiano.

Essa equipe se tornou uma das melhores equipes da década de sessenta e contou além dos dois “italian gentlemans”, como eram chamados Piero e Emilio, com José Carlos Pace, Marivaldo Fernandes, Wilsinho Fittipaldi, Abílio Diniz, Totó Porto, Ubaldo César Lolli e muitos outros.

1965 - GP IV Centenário do Rio de Janeiro

Em 1965 participando do “GP IV Centenário do Rio de Janeiro” e estando em boa colocação seu carro, uma Alfa Romeo GTZ para no final da ultima volta, ele estava a 2 quilômetros da linha de chegada e não teve duvidas, desceu e começou a empurrar o carro para classificar-se, minutos depois ele cruza a linha de chegada, 14º lugar, mas 5º na categoria, Chico Landi que estava em meio a uma discussão sobre a validade da vitória de Camillo, parou e foi cumprimentá-lo:
“- Um gesto desse só podia partir de você, Piero.” (4 Rodas - 10/1965)

Ainda em 1965, na “VII Mil Milhas Brasileiras” correndo em parceria com Ruggero Peruzzo, após problemas com o tanque de gasolina tiveram o motor fundido na volta 159, como a prova teria 201 voltas passou a dividir o outro carro da equipe com a dupla Marivaldo Fernandes e Emilio Zambello, e nesse carro chegou em 5º lugar na geral e 4º na categoria Turismo Força Livre, com o outro carro ficou com o 16º lugar na geral, classificado pelo número de voltas completadas.

Foi o primeiro campeão na categoria Turismo acima de 1.3cc no Campeonato Brasileiro quando este foi instituído em 1966 e que era para ser composto de 9 etapas, mas acabou contando pontos de apenas 3 provas: “II Mil Quilômetros de Brasília”, “IX 500 Quilômetros de Interlagos” e “I Mil Quilômetros da Guanabara”.

1965 - 3 Horas de Velocidade
Na sequência: Piero, Marinho e Bird Clemente

Alfa-Romeu Giulia TI usada para vencer o Campeonato Brasileiro de 1966

Piero Gancia “descansa” em sua casa após o campeonato de 1966

1967 - Piracicaba (SP), DKW de Jan Balder e Piero na Alfa GTA mº 23 ultrapassando a Alfa Giulia nº 25 de Zambello

Na “IX Mil Milhas Brasileiras” em 1967, estava inscrito em dupla com Emilio Zambello mas na semana dos treinos voltando para casa de táxi-mirim (como eram chamados os táxis Volkswagen) este sofreu um acidente: numa “barbeiragem” do motorista o carro capotou na rua Guianas e Piero machucou seriamente a mão além de levar alguns pontos na cabeça. Sem condição de correr foi substituído por Ubaldo César Lolli.

Retornou em 1968 já com uma vitória na prova realizada na Rodovia do Xisto (PR), depois correu o “IV Mil Quilômetros de Brasília” ao lado de Francisco Lameirão, quase dois meses depois participou com Emilio Zambello da “I 500 Milhas da Guanabara” mas não foram bem, depois do Rio foram para a Bahia, onde na prova “I 500 Quilômetros de Salvador” se reencontraram com a vitória.

1968 - Paraná Piero “tocava” a de nº 23

 

1968 - I 500 Milhas da Guanabara

1968 - I 500 Km de Salvador com Emilio Zambello na Alfa GTA

1968 - Alfa GTA: Ubaldo C. Lolli (camisa escura), Emílio Zambello (semi-encoberto), Carlo Gancia, Jan Balder e Piero Gancia

Em 1969 participou de apenas duas provas de longa duração ao lado de outros parceiros, em 1970 fez 3 vezes dupla com Jose Renato “Tite” Catapani e voltou a fazer dupla com Emilio na “IV 24 Horas de Interlagos”.

1970 - X Mil Milhas Brasileiras - Após acidente Pára-brisa quebrado e pára-lama amassado

Na “X Mil Milhas Brasileiras” em 1970 correu em dupla novamente com “Tite” Catapani ao volante de uma Alfa GTA, nessa prova, com duas horas e vinte minutos de corrida aconteceu um trágico acidente, o VW de Cleide Vieira capotou na curva da Ferradura, várias pessoas querendo ver de perto o acidenta atravessaram a pista na Curva do Laranja, mas um jovem (20 anos) o fez bem na frente da Alfa GTA de Piero Gancia e este a uns 150 Km/h, além do problema da visibilidade, não teve como frear ou desviar e atropelou o rapaz, com isto teve quebrado o pára-brisas e amassado o pára-lamas dianteiro esquerdo, outros carros que vinham em seguida passaram por sobre o corpo.
A dupla, apesar do acidente ainda terminou a prova em 4º lugar
.
"- Estou efetivamente abalado. Nunca tive acidente desse gênero. Este aconteceu as duas horas da madrugada e era péssima a visibilidade. O corpo do moço arrebentou meu pára-brisa e tive de parar no box. A batida foi espantosa." - Jornal dos Sports (RJ)
Foi esse acidente
que detonou sua vontade de parar, afinal já eram mais de 50 participações em provas, mesmo tendo chegado em 4º lugar na geral e 2º na categoria Divisão 3. Depois só voltou a competir em 1971, oito meses depois, na prova “IV 6 Horas de Interlagos”, mas não terminou, um cilindro quebrado o tirou da prova.
Já pensava em parar de correr depois do acidente, então quando anunciaram a proibição dos carros importados de correr, tomou definitivamente a decisão de encerrar sua carreira e parou em 1971 aos 49 anos, após mais de 50 participações em provas pelo Brasil inteiro.

Sempre correndo de Alfa-Romeo, elegante, porte de nobreza, educado, fino, inteligente, ganhou uma companheira nas pistas, a própria esposa, Lulla Gancia, ela, após umas aulas com o marido começou também a correr em 1963, esporadicamente, nunca formaram dupla nas pistas. Um dos fatos de que Piero muito se orgulhava é de ter disputado contra o lendário Chico Landi, um de seus ídolos, e vencido.

Além da sociedade com Emilio na Jolly Automóveis, os dois compraram em 1974 uma fábrica de rodas de alumínio, logo rebatizada como “Metalúrgica Jolly”.

Em 1987 dividiram a sociedade, Piero ficou com a Jolly Automóveis, que já contava com 3 lojas: Av. Consolação, Av. Sumaré e Av. Miruna, todas em São Paulo, onde continuou por mais dois anos aproximadamente e Emilio ficou com a Metalúrgica Jolly.

Premiação APVC de 1965

Mesmo depois de parar de correr sempre continuou ligado ao universo automobilístico, já havia sido presidente da APVC (Associação Paulista de Volantes de Competição) de 1965 a 1966, quando ainda corria, e em 1987 foi eleito presidente da C.B.A. (Confederação Brasileira de Automobilismo), onde ficou de 1988 à 1990.

1988 - Piero e Luiza Erundina
Reparem o desenho de como seria Interlagos

Como presidente da CBA, Piero ajudou a prefeitura de São Paulo na reforma do autódromo de Interlagos e a levar o G.P. de Fórmula 1 de volta à São Paulo. Era também membro da Comissão de F1 da F.I.A., na França, e sua ajuda foi decisiva: viajou à Paris, convenceu Jean Marie Ballestre (então presidente da F.I.A.) que seria melhor levar a competição para São Paulo, pois o Rio de Janeiro não oferecia mais segurança para os pilotos e conforto para o público, e não tinha intenções de investir na melhoria das condições do autódromo. Tão eufórico ficou com a aprovação que emocionado ligou imediatamente da França, madrugada no Brasil, acordando a então prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, para avisar que estava tudo acertado. 
”- Eu estava tão eufórico que nem me dei conta do fuso horário, foi uma deselegância.
Nessa empreitada contou com a colaboração de Tamas Rohonyi, representante de Bernie Ecclestone no Brasil, com isso em dezembro de 1989 deu-se início a uma grande reforma no autódromo, quando foram construídos 23 novos boxes, sala de imprensa, torre de cronometragem, centro médico e a pista foi reduzida para 4.325 m. Graças a Piero Gancia o Brasil e São Paulo fazem parte do calendário da F1.

Piero foi o primeiro representante do grupo Ferrari no Brasil, conseguiu a autorização com o comendador Enzo Ferrari em pessoa. Nos anos 70, muito embora a importação fosse proibitiva devido à elevada alíquota de importação, ele ainda assim trazia os esportivos para o país.

2006 - Com Silvio Zambello
500 Km de São Paulo

Por volta de 1970, em função da fusão da Martini com a Gancia na Itália, Piero passou a presidente da Martini-Rossi no Brasil, cargo que exerceu por 25 anos. Foi eleito vice-presidente do Automóvel Clube Paulista, e também foi presidente do Fã Clube Ferrari do Brasil.

Seu filho Carlo Gancia participou ativamente da ida de José Carlos Pace, Nelson Piquet, Paulo Carcasci, Pedro Paulo Diniz à Europa e também de Vitor Meira, Affonso Giaffone e Hélio Castro Neves aos EUA.  Foi sócio da Forti Corse e da Forti F-1 (1995 e 1996), membro do Conselho Mundial da FIA e representante da IRL e da Indianápolis Motor Speedway para o Brasil e para a Europa.
Como se vê, o nome Gancia está estreitamente ligado ao automobilismo brasileiro.

Acometido do Mal de Alzeimer, Piero sofreu com a doença por pouco mais de dois anos, vindo a falecer no dia 1 de novembro de 2010, aos 88 anos e dois meses.


Participações em provas
(com a colaboração de Napoleão Ribeiro)

25/01/1962 - I 12 Horas de Interlagos/SP - Com Celso Lara Barberis - Alfa Romeo Giulietta nº 25 - 1290cc -
5º na geral e  2º n cat. T-1.3 - estréia de Piero Gancia
07/04/1962 - I Prêmio Aniversário ACESP - Interlagos/SP - Alfa Romeo Giulietta nº 25 - 1290cc - T-1.3  2º Lugar
30/09/1962 - I 6 Horas da Guanabara - Barra da Tijuca/RJ - FNM 2000 JK nº 25 - 1975cc -
T+1.3  AB
08/12/1962 - I 500 Milhas de Interlagos/SP - Com Emílio Zambello - FNM 2000 JK nº 25 - 1975cc - T+1.3  AB
10/03/1963 - II 12 Horas de Interlagos/SP - Com Emílio Zambello/Ruggero Peruzzo/Guilherme Leão - Alfa Romeo Giulietta TISS nº 25 - 1570cc -
14º na geral e 8º na cat. T+1.3
28/07/1963 - VIII Circuito de Petrópolis/RJ - FNM 2000 JK nº 25 - 1975cc - T+1.3  AB
01/09/1963 - II 3 Horas de Velocidade - Interlagos/SP - Alfa Romeo Giulietta SV nº 28 - 1290cc -
8º nageral e 2º na cat. T+1.3
13/10/1963 - I 100 Milhas de Interlagos/SP - Alfa Romeo Giulietta TISS nº 25 - 1570cc - 3º na geral e 1º na cat. T-2.0
10/11/1963 - I 1500 Quilômetros de Interlagos/SP - Com Emílio Zambello - Alfa Romeo Giulietta TISS nº 25 - 1570cc -
T-1.6  2º Lugar
10/05/1964 - I 3 Horas da Barra - Barra da Tijuca/RJ Alfa Romeo Giulia TIS nº 28 - 1570cc - T+1.3  1º Lugar
24/05/1964 - II 12 Horas de Brasília/DF - Circuito Trampolim do Eixo - Com Emílio Zambello - Alfa Romeo Giulia TIS nº 28 - 1570cc -
6º na geral e 3º na cat. T+1.3
05/07/1964 - GP Vitória da Democracia - TFL - Interlagos/SP - Alfa Romeo Giulia TIS nº 28 - 1570cc - TFL  3º Lugar
19/07/1964 - I 6 Horas de Interlagos/SP - Com Emílio Zambello - Alfa Romeo Giulia TIS nº 28 - 1570cc -
T+1.3  2º Lugar
30/08/1964 - III 3 Horas de Velocidade - Interlagos/SP - Com  Emílio Zambello - Alfa Romeo GTZ nº 25 - 1290cc - 5º na geral e 3º na cat. T-1.3
07/09/1964 - VII 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Com Emilio Zambello - Alfa Romeo GTZ nº 25 - 1290cc -
21º na geral e 10º na cat. T-1.3
10/10/1964 - I Prêmio Simon Bolivar - Interlagos/SP - Com Emilio Zambello - FNM 2000 JK nº 25 - 1975cc - 7º na geral e 3º na cat. T+1.3
27/03/1965 - II 1600 Km de Interlagos/SP - Com Emílio Zambello - Alfa Romeo Giulietta TISS nº 25 - 1570cc -
5º na geral e 4º na cat.T-1.6
26/04/1965 - III 12 Horas de Brasília/DF - Trampolim do Eixo - Com Emílio Zambello - Alfa Romeo GTZ nº 25 - 1290cc - 17º na geral e 7º na cat. T-1.3
23/05/1965 - III 12 Horas de Interlagos/SP - Com Emílio Zambello - Alfa Romeo GTZ nº 28 - 1290cc -
3º na geral e 2º na cat. T-1.3
20/06/1965 - II 6 Horas de Interlagos/SP - Com Emílio Zambello - Alfa Romeo GTZ nº 28 - 1290cc - 4º na geral e 2º na cat. T-1.3
15/08/1965 - I GP Rodovia do Café/PR - Curitiba-Apucarana-Curitiba - Alfa Romeo GTZ nº 28 - 1290cc -
6º na geral e 1º na cat. T-1.3
08/09/1965 - I Circuito de Vitória/ES - Alfa Romeo GTZ nº 28 - 1290cc - T-1.3  AB
19/09/1965 - I GP IV Centenário do Rio de Janeiro - Barra da Tijuca/RJ - Alfa Romeo GTZ nº 28 - 1290cc -
14º na geral e 5º na cat. T-1.3
24/10/1965 - IV 3 Horas de Velocidade - Interlagos/SP - Com Ruggero Peruzzo - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc - T+1.3  2º Lugar
27/11/1965 - VII Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com Ruggero Peruzzo - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc -
16º na geral e 10º na cat. TFL
Motor fundido na volta 150 -Passaram a guiar
junto com Marivaldo Fernandes e Emilio Zambello a Alfa Romeo Giulia n° 25, e nesse carro chegaram em  5° Lugar
19/12/1965 - 250 Milhas de Interlagos/SP - Com Emilio Zambello - Alfa Romeo Giulia TIS nº 25 - 1570cc - 6º na geral e 4º na cat. TFL
20/03/1966 - Prêmio APVC - Grupo III - Interlagos/SP - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc -
12º na geral e 2º na cat. T+1.3
21/04/1966 - III Etapa do Campeonato Paulista - G III - Interlagos/SP - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc - T+1.3  1º Lugar
21/04/1966 - III Etapa do Campeonato Paulista - TFL - Interlagos/SP - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc -
TFL  2º Lugar
01/05/1966 - II Mil Km de Brasília/DF - Eixo Monumental - Com Marivaldo Fernandes - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc - T+1.3  1º Lugar
28/05/1966 - III 24 Horas de Interlagos/SP - Com Marivaldo Fernandes - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc -
T+1.3  2º Lugar
12/06/1966 - GP IV Aniversário APVC - TFL - Interlagos/SP - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc - TFL  3º Lugar
03/07/1966 - Prêmio Aniversário ACESP - Turismo G-V - Interlagos/SP - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc -
T+1.3  1º Lugar
10/07/1966 - GP Governador Negrão de Lima - Jacarepaguá/RJ - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc - 3º na geral e 1º na cat. T+1.3
07/09/1966 - IX 500 Km de Interlagos/SP - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc -
3º na geral 1º na cat. T+1.3
19/11/1966 - VIII Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com Emilio Zambello - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc - TFL  AB - Junta de cabeçote queimada.
18/12/1966 - I Mil Km da Guanabara - Jacarepaguá/RJ - Com Emilio Zambello - Alfa Romeo Giulia TIS nº 23 - 1570cc -
6º na geral e 1º na cat. T+1.3
19/03/1967 - IV 12 Horas de Interlagos/SP - Com Emílio Zambello - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1570cc - 15º na geral e 5º na cat. T+1.3
23/04/1967 - III Mil Km de Brasília/DF - Eixo Monumental - Com Emílio Zambello - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1570cc -
21º na geral e 16º na cat. TFL
06/08/1967 - VII Circuito de Piracicaba - GV - Piracicaba/SP - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1570cc - T+1.3  1º Lugar
06/08/1967 - VII Circuito de Piracicaba/SP - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1570cc -
TE  1º Lugar
27/08/1967 - VI 3 Horas de Velocidade - Interlagos/SP - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1570cc - TE 1º  Lugar
21/10/1967 - I 300 Km de Goiânia/GO - Avenida Anhanguera - Alfa Romeo Giulia TIS nº 25 - 1570cc -
3º na geral e 1º na cat. T+1.3
                                Reformas em Interlagos - 1968/69
24/03/1968 - Prova Governador Paulo Pimentel - Autódromo de Pinhais/PR - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1570cc - TFL  1º Lugar
14/04/1968 - IV Mil Km de Brasília/DF - Eixo Monumental - Com Francisco Lameirão - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1570cc -
4º na geral e 2º na cat. TFL
30/06/1968 - I 500 Milhas da Guanabara - Jacarepaguá/RJ - Com Emilio Zambello - Alfa Romeo GTA nº 25 - 1570cc - 24º na geral e 8º n cat. TM
25/08/1968 - I 500 Km de Salvador/BA - Av. Centenário - Com Emilio Zambello - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1750cc -
TFL  1º Lugar
08/12/1968 - II Mil Km da Guanabara - Jacarepaguá/RJ - Com Mario Olivetti - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1570cc - TM  2º Lugar
10/08/1969 - II 500 Km de Salvador/BA - Av. Centenário - Com Ubaldo Cesar Lolli - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1570cc -
3º na geral e 2º na cat. TFL
13/12/1969 - III Mil Km da Guanabara - Jacarepaguá/RJ - Com José Ramos - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1840cc - 2º na geral e 1º na cat. TFL
19/04/1970 - VI Mil km de Brasília/DF - Eixo Monumental - Com José Renato "Tite" Catapani - Alfa Romeo GTA nº 94 - 1290cc -
6º na geral e 3º na cat. Div.3
01/05/1970 - I Etapa do Torneio Sulamericano - Interlagos/SP - Com José Renato "Tite" Catapani - Alfa Romeo GTA nº 94 - 1570cc - Gr.2  1º Lugar
03/05/1970 - 200 Milhas de Interlagos/SP - Com José Renato "Tite" Catapani - Alfa Romeo GTA nº 94 - 1570cc -
Gr.2  3º Lugar
24/05/1970 - IV 24 Horas de Interlagos/SP - Com Emílio Zambello - FNM 2000 JK nº 25 - 2150cc - 5º na geral e 3º na cat. T-3.0
22/11/1970 - X Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Com José Renato "Tite" Catapani - Alfa Romeo GTA nº 94 - 1840cc -
4º na geral e 2º na cat. Div.3 -
04/07/1971 - IV 6 Horas de Interlagos/SP - Alfa Romeo GTA nº 23 - 1840cc - Div.5  AB - Cilindro quebrado.



Lulla Gancia  

  Lulla e Alfa Giulia em 1967

Amália (Lulla)  Gancia nasceu na Itália, na cidade de Torino, e lá conheceu e se casou com Piero, e, já com o primeiro filho, veio para o Brasil em 1953, um ano após o marido.
 
No início da carreira de Piero Lulla se opôs à loucura do marido, até o dia que Piero a convenceu a dar uma volta na pista de Interlagos. A partir daquele dia Lulla sempre  acompanhou Piero nas corridas, tomou gosto, e após umas aulas com o marido começou a correr.

Fiat Abarth - Brasilia/66

Não fez muitas provas, pois além de não haver muitas provas femininas não era sua pretensão desenvolver uma carreira, só participar daquele universo.
Sua participação foi tão efetiva que foi eleita como vice-presidente da APVC em 69. E foi graças ao seu esforço que Interlagos passou por uma grande reforma, sendo reinaugurado em 29 de fevereiro de 1970, com uma prova internacional de Fórmula Ford.

 

Prova do Baton - 1963
Ao centro, a então primeira dama do estado (SP):
Leonor Mendes de Barros/1963


Provas que participou
(só foi possível levantar quatro)

Prova do Batom (14/12/1963) Alfa Romeo Giulietta -  3° Lugar

I G.P. Rodovia do Café - Curitiba/Apucarana/Curitiba - PR (15/08/1965)
Alfa Romeo Giulia -
Abandono por capotamento no Km. 56

Prova 4° Aniversário APVC (11/06/1966) Fiat Abarth
- Abandono por pane elétrica.
                                                                                                   
1000 Quilômetros de Brasília (01/05/1966) com Felice Albertini - Fiat Abarth - 5° Lugar
Felice era motorista particular de Piero e vez ou outra também corria.

Anos mais tarde ao lado da Alfa Giulietta com que estreou em 1963

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