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Página acrescentada em 15 de fevereiro de 2008. Graziela Fernandes (atualmente Graziela Santos) por Paulo Roberto Peralta Paraguaia de nascimento e
brasileira de coração tinha sangue italiano nas veias,
sua mãe era italiana, na sua pré-adolescência quis, pediu
e ganhou uma
pequena moto de 50cc. Já adolescente fez o Curso Normal e, gostando muito de motores e velocidade, fez também um curso Técnico de Engenharia de Motores. Nasceu no Paraguai, mas na primeira oportunidade mudou-se para o Brasil, e, já naturalizada, diz até hoje que se considera brasileira pelo tanto que gosta do país. Morando inicialmente no Rio de Janeiro e possuindo um carro esporte marca Willys Interlagos, conversível, inscreveu-se em uma prova feminina, Peralta e Graziela/2007 preliminar da “ Prova 6 Hs. de Velocidade concessionária Cássio Muniz, que cuidou da preparação do carro. Foto de Silvia Linhares Morava no Rio e querendo sempre estar perto de automóveis e motores tentou trabalhar na FNM, mas não conseguiu, depois tentou Por essa época corriam na Equipe Willys, Wilson Fittipaldi e seu irmão Emerson Fittipaldi, o Moco e o Luiz
Pereira Bueno, tentou correr pela equipe, mas não podia porque
trabalhava na fábrica, então a Willys lhe cedeu um Renault 1093
para correr, o carro era da fábrica, mas não da Equipe, mas era a
Equipe que preparava o carro. Nessa época quem ajudou muito,
ensinando, apurando seu dom natural de correr, foi Luiz Pereira
Bueno, um piloto muito técnico e rápido. Sua primeira corrida
com esse carro foi em Interlagos numa prova feminina, chegou em 3º
lugar, depois correu em Piracicaba onde participou de duas corridas,
Grupo II e Grupo III.Correu os Mil Km de Brasília de 1966 em dupla e com a Berlineta do “Tigrão” da Torke (Luiz Carlos Fagundes), mas foi a Equipe Willys que Com Renault 1093 em Piracicaba/65 preparou o carro. Não terminaram, o carro quebrou quando faltavam apenas duas horas para o final. Tinha uma de passeio, modelo Berlineta, que tirou zero na fábrica, com motor mais possante. Correu de Kart. Numa ida à fábrica de volantes que o Emerson e o Wilsinho tinham viu um Kart Mini no chão, nunca tinha visto, e na conversa surgiu o convite: ”- Olha, no fim da semana tem corrida pelo Campeonato lá Foi, e lá chegando passou primeiro pelo kartódromo, quando viu aqueles carrinhos e a velocidade que andavam, pensou em desistir afinal só tinha corrido em carros de turismo, mas como era tarde resolveu pernoitar na cidade, quando chegou ao hotel, os repórteres de televisão, de jornal, revista, estavam todos esperando por ela, a “boneca que ia correr”. ”- Eu não pude mais cair fora, como eu ia falar que nunca tinha andado?” Recorda. Lá foi, treinou no sábado e no domingo correu, chegou em 3º lugar. Da categoria estreante já saiu na 1ª corrida, pois pegou pódio. Depois fez 2 de novatos, e por pontos passou para profissional. Aí não correu mais, não tinha como conciliar com seus outros interesses. Em 1967, mesmo não correndo, não se afastou do automobilismo, por exemplo, foi quem pilotou o carro madrinha no Circuito de Piracicaba, um Ford Galaxie 500. Saiu da então Ford-Willys quando a Chrysler a convidou em 1967 para montar um curso de mecânica para mulheres, iniciou o curso, mas na época, paralelamente, existia o Curso Marazzi de Automobilismo que em 68/69 foi patrocinado pela Ford que a chamou para fazer o curso na Ford. Lá foi ela para a Ford, o Marazzi fazia o curso para homens e ela um voltado para mulheres. Esse período, 1968 e 69, com o autódromo de Interlagos fechado para reformas e desligada da Ford, não competiu, mas sempre continuou ligada aos automóveis. Das mulheres que participavam de corridas na época ela diz: ”-
Fui a única a seguir carreira, a Lulla, a Marise até fizeram
algumas corridas, mas as outras só faziam prova feminina.”Depois da Ford foi trabalhar numa concessionária Volkswagem na Av. Ibirapuera não agüentava, era curto, muito bom para arrancadas. Como era muito amiga do casal Lulla e Piero Gancia e Emilio Zambello da Equipe Jolly-Gancia comprou uma Alfa GTV de 1600cc. e acompanhando a equipe acabou sendo convidada para correr. Arrumou um patrocinador, a Valvoline. Mas sua primeira prova pela Moco, Graziela e Ernayde Cardoso equipe, a prova da Rod. Pres. Kennedy (RS) foi com seu próprio carro, na prova 3 Hs. da Guanabara/69 mas seria para correr com um carro da equipe, o carro havia sido Acervo de Sidney Cardoso oferecido para ela mas Rafaele Rosito (RS), que estava 1 ponto atrás na disputa pelo Campeonato Gaúcho, pediu um carro e eles não tinham, eram três carros, o do Zambello, o do Piero e mais um, então propuseram preparar sua Alfa particular e o carro da equipe foi para Rosito, e a Jolly-Gancia conseguiu :1º com Zambello, 2º com Rosito e 4º com Graziela. Quem chegou em 3º foi Bertuol (RS), que disputava com Rosito (RS) o Campeonato Gaucho: ![]() ”- Na última curva ele me passou, quase me jogou fora, mas não interessa, corrida é corrida. A diferença nossa acho que foi de 3 ou 4 seg.” Depois passou a correr com a Alfa da equipe, mas pintada com as cores da Valvoline, seu patrocinador, sua primeira foi a “X Mil Milhas Brasileiras de 1970”, convidou Carlos Alberto Sgarbi para correrem em dupla e com 64 carros disputando chegaram em 7º lugar na geral. Convidou também ninguém menos do que Ciro Cayres para correrem em dupla as ”12 Horas de Interlagos“, de 1971, mas na corrida Ciro quebrou o cambio e não terminaram. Em 71 também participou, sozinha, das “VI 6 Horas de Interlagos”, pelo anel externo e em 3 baterias, chegou em 7º lugar na geral. Correndo com Ciro Cayres em 71 ”- Porque parei na Jolly-Gancia? Porque proibiram correr carro importado, que se não, teria continuado sempre, a equipe era uma maravilha.” Na época, onde a Equipe Jolly-Gancia ia, era sempre a novidade: “Quem é a Graziela? Onde está a Graziela?” Sua última prova pela equipe foi o XII Valvoline, tinha equipe de StockCar e a convidou para correr. " - Experimentei o Opala, mas naquela época sair de uma Alfa e entrar num Opala era um horror”, não se adaptou e parou de correr. Largada da 2ª Etapa da Copa Brasil/70 Parou, mas sempre possuiu moto possante, veloz, outra de suas Foto de Rogério P. D. Luz paixões. Aí conheceu seu marido e se casaram em 1973, não trabalhou mais, mas não virou dona de casa e nem teve filhos, começaram a abrir uma fazenda, o que não é um trabalho fácil. Como precisavam de um meio de locomoção rápido, ela aproveitou para
realizar outro sonho de juventude, tirou brevê e compraram um
avião monomotor, voou 7 anos com ele, depois compraram um Sêneca,
2 motores, voou mais 18 anos. Foi a primeira mulher a conseguir a
licença mais graduada do Brasil, a PLA (Piloto de Linha
Aérea).Foi examinadora de pilotos por muito tempo, no Brasil inteiro. Tirou licença de co-piloto de LearJet, jatinho bi-reator que faz até de vôo e 7.000 horas de vôo. Em 1983, meses antes das Mil Milhas, seu marido quis correr em dupla com ela e como era uma corrida longa, boa, compraram um carro pronto, o Opala StockCar de Zeca Giaffone que havia sido preparado por Jayme Silva, mas como ele tinha sua equipe, então foi Vinicius Losacco quem preparou e Mil Km de Brasília 1970 deu assistência de pista. Acervo de Sidney Cardoso Com gasolina nas veias, quando no ano de Por todo esse tempo teve moto Kawasaki Ninja de 900cc., avião (25 anos - 74/99), sempre carros com motores possantes. Isso nunca mudou, estava no sangue. Quando em “- As corridas sempre foram uma paixão, tenho uma verdadeira paixão por velocidade.” Para ler mais sobre Graziela, consulte: Autodromointerlagos.com Retrovisor Online Blog do Saloma Speed On Line Tabela de participações e resultados 26/07/1964
- 100 Milhas da Guanabara/RJ - Prova Feminina - Barra da Tijuca -
Willys Interlagos 998cc nº 19 - 3º
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