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Página acrescentada em 16 de maio de 2007. Raphael Gargiulo por Paulo Roberto Peralta Nasceu em São Paulo (SP) no
"Bexiga" (bairro
da Bela Vista) em 9 de fevereiro de 1909, filho do italiano Antonio Gargiulo e Dna.
Carmela Longo, eram em 6 irmãos: 5 homens e 1 mulher.Desde cedo, como gostava muito de carros e de mecânica, foi trabalhar em oficinas para aprender o oficio, seu irmão mais velho, Onofre, também seguiu essa profissão. Em suas passagens por oficinas acabou por conhecer Luciano Bonini, piloto de competição, e dele comprou um carro adaptado de corrida e escondido do pai estreou numa prova, mas a rádio local transmitiu a corrida e seu pai ouviu: “- ... e Raphael Gargiulo ultrapassa outro competidor...” ao chegar em casa, além de uma reprimenda ainda levou uns cascudos do pai, mas nem isso acabou com sua nova, depois Gargiulo em 1954, onde mais da primeira prova, paixão. ![]() gostava de estar Acabou por abrir uma oficina mecânica e tornou-se seu próprio preparador, no começo dos anos 30 casou-se com Dna. Ida e tiveram 2 filhas e 1 filho. Sua primeira oficina foi no “Bexiga” (Bela Vista) na Rua Luiz Barreto, depois mudou-se para uma muito maior na esquina das ruas Rego Freitas e Santa Isabel, (Mecânica São Rafael), em 1955 mudou-se para Santos (SP) onde ficou por menos de 1 ano mudando em seguida, 1956, de novo em São Paulo, para o Bairro do Ipiranga na Estrada do Vergueiro, nesse meio tempo começou a construir (em 1955), uma boa casa no Bairro do Brooklin para onde mudou em janeiro de 1960 e passou então a trabalhar na Retifica Prova em 15/01/1952 “Repamo” de seu amigo Edmundo Bonotti, pai de "Dinho" Bonotti, também piloto de competição, ficou lá até 1968 quando passou a ajudar o filho na oficina deste. Com a criação da categoria Mecânica Nacional seu carro, um Ford V8 adaptado de corrida, passou a ser chamado de “Gargiulo Especial Ford”. Sua paixão e seu forte sempre foi a categoria “Mecânica Nacional” Em meados de 1956 começou a construir outro carro e alugou o “Gargiulo Especial” para Nilson Almeida em 1957. Com seu novo carro passa a correr pela “Scuderie Mar-Girius” de Assad Taiar. Numa entrevista da época ao ser perguntado se pretendia ser o campeão em 1957 ele respondeu: “- Claro! Se entro no “fogo é porque quero me queimar”. Ninguém entra num certame destes pensando no último posto.” Mas essa parceria
durou apenas uma corrida e a partir da terceira etapado Campeonato Paulista voltou a correr com seu “Gargiulo Especial”, agora por sua conta, até que para o 500 Quilômetros de Interlagos se associa com a Sonnervig, concessionária Ford, e passou a usar as instalações do patrocinador para nas horas de folga preparar seu carro, contando lá dentro com a colaboração de uma equipe de 6 pessoas chefiadas por Helio Rossi que foi seu parceiro na prova. Inscreveu-se também com seu amigo Luiz Valente, participando portanto em 2 carros e classificou-se em 2º lugar com o “Duchen Especial” e em 5º lugar com o rebatizado “Sonnervig Especial Ford”.
Fez o resto do Campeonato Paulista com esse patrocínio e esse Consertando a “barata” (1951) carro, sagrando-se vice-campeão da categoria Mecânica Nacional Força Livre, isso já com quase 49 anos de idade.
Em 1958, temporada seguinte, alugou seu carro para Naim Honsi estrear na categoria, e na prova 500 Quilômetros inscreveu-se com o outro carro e Naim com o alugado, rebatizado como “Honsi Ford Especial”, mas na corrida, "Sonnervig Especial" - 500Km de 1957 com 124 voltas seu carro quebrou e passou então a pilotar o “Honsi Ford Especial” (na verdade o seu “Gargiulo Especial”) e classificaram-se em 6º lugar. Como nessa corrida o índice de quebras foi grande, com o outro Com Helio Rossi - 500Km de 1957 carro, mesmo quebrado, classificou-se em 8º lugar (pelo número de voltas completadas). Nesse ano fez sua única participação na Mil Milhas Brasileiras com a carretera do paranaense Haroldo Vaz Lobo, mas não se classificaram bem devido as muitas paradas no box. Vende seu Mecânica Nacional para Euclides Pinheiros e em 1959 participa apenas de uma prova de Subida de Montanha, na Serra do Mar (Estrada Velha), com um Chevrolet. Em 1960 não participa de nenhuma prova e em 1961 participa do 500 Quilômetros de Interlagos, de novo em parceria de Naim Honsi agora proprietário de uma Maserati/Corvette, parceria essa que repete no 500 do ano de 1962, sua última corrida. Encerrou a carreira de piloto aos 53 anos, mas continuou trabalhando com carros e motores até falecer em 1979 aos 70 anos de idade. Seu filho, desde muito pequeno era levado pelo pai às provas em Interlagos e inevitavelmente, apesar do pai não aprovar, passou a dedicar-se às corridas, provas de Arrancada, e também abraçou a profissão de mecânico/preparador, abrindo uma oficina na casa do Brooklin.
![]() Interlagos 1957, com o filho 1951, atrás, de chapéu, o pai 1954 - Preparando a “barata” Participações em provas (o que foi possível levantar)
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