Página acrescentada em 04 de fevereiro de 2006.
Ricardo Rodrigues de Moraes
(Al Capone)
por
Paulo Roberto Peralta
Nasceu
na cidade de Jaú, interior de São Paulo, em 15 de março de 1934,
filho de João José Rodrigues de Moraes, promotor público que em 1941
muda-se para Ribeirão Preto onde Ricardo faz o curso primário, em
1945 mudam-se para São Paulo.
Formado em Arquitetura em 1958, gostava de ao ir visitar as obras,
principalmente as no interior, dirigindo seu carro da maneira
mais esportiva possível, guiando no limite sempre. Seu apelido
surgiu daí, seus colegas diziam que gostava de arranjar aventura e
que guiava como se estivesse
fugindo. Mas nem sonhava em competir, até que no
início de 1964, seu primo Alcindo Ribeiro de Barros que era
corredor resolveu vender sua Maserati (biposto), aí comprou.
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Nessa
época já era casado e pai de dois filhos, e, apesar de seu primo ter
pedido uma promessa de que não iria usá-la em competições,
logo ele se inscreveu na prova GP da Democracia (cuja renda foi
para a campanha "Ouro para o bem do Brasil" dos Diários
Associados). Não se lembra a
classificação, mas acha que foi vencedor na categoria.
Nessa corrida usou o apelido "Al Capone", o que não
funcionou
muito bem pois todos já sabiam dele, inclusive a família.
Após a corrida modificou a frente do carro onde aplicou seus
conhecimentos em aerodinâmica de aviões, afinal era piloto
brevetado.
Tinha
assistência e manutenção da "Scuderia Firebird Ltda", oficina recém
comprada por seu amigo Julio Pignatari do piloto Marcelo Audrá. Se inscreveu
na prova 250 Milhas de Interlagos, corrida pelo anel externo, mas não
terminou a prova,
capotou
na curva 2 após saírem os raios da roda traseira direita (estava em
6º lugar na geral e 1º na categoria). Foi socorrido por Ciro e Ari
Cayres que assistiam a prova naquele local acompanhados por um
garoto que estava iniciando no kart e que duas voltas antes, quando
chamado para ir embora, havia dito: "- Quero ficar para ver o carro
5 capotar.", seu nome: Emerson Fittipaldi. Ele já havia
notado problemas com a roda.
Na hora do acidente quem vinha atrás era Roberto
Gallucci, vencedor
da prova, que fez o sinal da cruz enquanto via o carro capotar 3
vezes, inclusive com o capacete batendo no chão. Mas sorte, Ricardo
saiu ileso, só desmaiado, foi levado ao hospital para exames e
observação.
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Passando a Junção, subida dos boxes |
Meses depois num encontro ao acaso no Campo de Marte, os dois eram
pilotos de avião, Gallucci não o reconheceu, mas Ricardo não só o
reconheceu como disse:
"- Sou aquele que capotou na sua frente na curva 2, soube que fez
uma oração em intenção de minha alma. Não podendo mandar só a alma,
vim junto e quero agradecer-lhe."
Gallucci ao saber que a Maserati ainda não havia sido consertada se
ofereceu para fazer isso, mas como ela já estava na oficina de
Carlos Mesa Fernandes o "Caco" na Rua Cunha Gago em Pinheiros, ficou
acertado que ele forneceria ferramental e orientação técnica. Pouco
tempo depois do carro pronto, foi vendido para o irmão do dono da
oficina.
Em 1965 se inscreve para correr em dupla com Gallucci numa prova com um
VW Sedã que tinha uma invencionice do Gallucci: uma ventoinha que fazia
as vezes de um compressor. Mas o carro não completa a primeira
volta. Tão decepcionado ficou que nem se recorda o nome da prova.
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No lançamento do livro cumprimentado pelo Presidente da
Associação dos Delegados de Polícia |
Ricardo
divorciou-se, casou novamente, teve mais um filho, formou-se em
advocacia, administração e em 1975, após 4 anos de pesquisa, lança
um livro:
"A Invasão Branca", onde conta a história da vida do amigo
Roberto Gallucci que após as corridas foge para o Paraguai em
virtude de dois processos e onde começa a fazer contrabando de
cigarros e whisky, mas acaba por se envolver com a máfia do tráfego
de drogas, até ser preso nos EUA em 1970.
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Clique
aqui ou na foto, se tem curiosidade em
conhecer o livro
Participações em provas
04/07/1964 - GP Vitória da Democracia
- Interlagos/SP -
Maserati/Lancia V6
- 2500cc -
ND
27/09/1964 -
250 Milhas de Interlagos/SP -
Maserati/Lancia V6
- 2500cc -
AB -13º geral e 4º na
cat. MN-3.3 (pelo nº de voltas)
19/12/1965 - 250 Milhas de Interlagos/SP - Com Roberto Gallucci - VW -
AB (na 1ª volta)
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